terça-feira, 22 de outubro de 2013

Fim de greves deve dar o tom da negociação com professores hoje.

Sindicato da categoria diz que está aberto à retomada do diálogo


Apesar de o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) sinalizar que está aberto à retomada das negociações com prefeitura e governo estadual, o fim das greves nas duas redes deve ser um ponto crucial para que o diálogo avance, em reuniões que serão presididas nesta terça-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, em Brasília. Na semana passada, Fux concedeu uma liminar suspendendo o corte de ponto na rede estadual e convocando as audiências de conciliação.

Pelo Sepe, irão a Brasília os cinco coordenadores da entidade. A primeira reunião acontecerá às 13h30m com a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, e o procurador-geral do município, Fernando Dionísio. Em seguida, às 15h30m, será a vez do encontro com o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, a procuradora-geral do Estado, Lúcia Léa Guimarães Tavares, e o secretário da Casa Civil, Régis Fitchner. Às 18h, haverá uma reunião conjunta.

No município, as negociações devem ser mais tensas. Aquela que se transformou na principal reivindicação na greve da categoria, a elaboração de um novo plano de cargos e salários para os profissionais da Educação, não encontra eco na prefeitura. Após a Justiça do Rio ter derrubado, na semana passada, a liminar que havia suspendido a sessão da Câmara que votou o plano, o texto já deve ser aplicado a partir do mês que vem, com a concessão dos aumentos previstos. Como será realizada pela manhã, a assembleia deve remarcar uma data para decidir sobre a continuidade da paralisação.

No estado, já há uma sinalização mais clara de tentativa de acordo. Mas tudo passa, segundo a Secretaria de Educação, pela retomada das atividades e pela reposição das aulas perdidas nas escolas em greve. Para a questão da reserva de um terço das horas de aula para o planejamento, por exemplo, o governo já sinaliza positivamente no que se refere a docentes que trabalham 22 horas por semana.

Outro ponto importante para o Sepe, o fim do veto a uma lei aprovada na Alerj que previa que cada matrícula de professor só poderia ser dada em uma escola, tem uma proposta de escalonamento, feita pela base do governo, para que isso aconteça em cinco anos. A próxima assembleia para definir os rumos da greve no estado acontecerá na quinta-feira.

Fonte: O Globo

Esperamos que esse impasse do governo estadual e municipal termine e que os docentes da educação tenham uma resposta positiva dessa reunião em Brasília. 
                                  A luta continua, rumo a conquista da dignidade salarial!!!
  

Nenhum comentário:

Postar um comentário