E O ANUNCIADO CONFRONTO ENTRE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO E A POLICIA ACONTECEU.

Ativistas que aguardam pela votação de documento para professores ao lado da Casa foram contidos por policiais. Clima é tenso no local.


Uma multidão tentou entrar na Câmara Municipal, onde ocorre a votação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários para profissionais de educação, na tarde desta terça-feira. PMs lançaram muitas bombas de gás e efeito moral para conter os ativistas. 

Os manifestantes tentaram entrar pela lateral da Casa, na Rua Alcindo Guanabara, mas os policiais já fecharam o portão do local e bloquearam o local. Parte do gás das bombas chegou a entrar nas dependências da Câmara.

O confronto ocorreu em vias como a Rua Santa Luzia e Araújo Porto Alegre. Bombas também foram atiradas na Avenida Rio Branco, altura da Almirante Barroso, e próximo à Biblioteca Nacional. Ainda não há informações sobre o número de feridos. De acordo com o presidente da Casa, Jorge Felippe (PMDB), a medida foi tomada porque manifestantes tentavam invadir o prédio e jogavam pedras em direção à entrada do local. Funcionários da Câmara reclamavam do forte cheiro de gás. 

Dentro do plenário, os ânimos se exaltaram. Vereadores de oposição como Jefferson Moura, Paulo Pinheiro, Renato Cinco, Eliomar Coelho (Psol), Veronica Costa (PR), Reimont (PT), Teresa Bergher (PSDB), e Brizola Neto (PDT) pedem que a sessão seja encerrada e fazem inscrições para discursar. Houve desentendimento entre vereadores da oposição, como Eliomar Coelho e Reimont, e policiais militares.  

Brizola Neto afirmou que não é possível votar tranquilamente com o ocorrido e comparou a situação a um clima de ditadura, reclamando do cheiro de gás na Casa Legislativa. "Isso é um absurdo. Não há como ter voto com esse cheiro aqui nos corredores. Os professores estão sendo agredidos lá fora. O Jorge Felippe é um capitãozinho do Paes. Estão cerceando o direito de todos", disse. Neto chegou a trocar ofensas com agentes da Guarda Municipal no local, que vestiram máscaras contra o gás lacrimogênio. A oposição informou que não pretende voltar ao plenário. Sucinto, o vereador Reimont declarou: "O prefeito não retira o Plano por pirraça".

Regime de urgência é aprovado

Foi aprovado, por 33 votos a 12, o pedido do vereador líder do PMDB, Guaraná, para que o Plano de Cargos e Salários seja votado, o que pode ocorrer ainda nesta terça. Se for aprovado em primeira e segunda votação, o texto deverá ser encaminhado ao prefeito Eduardo Paes para sanção. 

A CET-Rio recomenda, neste momento, que motoristas evitem a região do Centro do Rio. A Avenida Rio Branco segue interditada na altura da Avenida Presidente Vargas. A Avenida Presidente Vargas tem trânsito interditado no sentido Candelária, na altura da Avenida Passos. Há interdição ao tráfego também na Rua Evaristo da Veiga e na Rua Araújo Porto Alegre.

Fonte: O Dia





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