Paes no programa Roda Viva diz que não disse o que disse




O programa Roda Viva, da TV Cultura, que foi ao ar na noite passada (2/9) mostrou uma curiosa afirmação do prefeito Eduardo Paes. Há poucos dias, numa entrevista ao jornalista Juca Kfouri, ele afirmou que a realização das Olimpíadas no Brasil era uma vergonha. No programa de ontem, no entanto, gravado na última sexta-feira, Paes se esquiva e afirma que não foi bem isso que ele falou. O prefeito se esqueceu de que suas entrevistas estão gravadas e não adianta tentar consertar o vídeo, porque o que está registrado não muda.

A guinada de Paes chamou a atenção de um dos entrevistadores do Roda Viva, Mauro Cezar Pereira, que em seu blog coloca um link para a entrevista do prefeito dada a Kfouri e revela algumas pérolas do programa de hoje. Veja abaixo a reprodução dos comentários de Mauro.

VÍDEO: Copa, Olimpíada e o Rio quase perfeito do prefeito que diz que não disse o que disse

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, esteve no Roda Viva da TV Cultura. O programa, que normalmente é exibido ao vivo, foi gravado na sexta-feira, em caráter excepcional. Estive na bancada de entrevistadores com Claudio Weber Abramo (diretor executivo da Transparência Brasil), Silvio Navarro (editor de política da Veja Online), Mariana Timóteo da Costa (repórter do jornal O Globo), Guilherme Fiuza (escritor e colunista da revista Época) e apresentação de Augusto Nunes.

Paes, que dias antes definiu como uma vergonha a realização das Olimpíadas no Brasil, disse que não foi bem isso que falou no "Juca Entrevista", do jornalista Juca Kfouri, na ESPN Brasil. Abaixo o vídeo com o trecho do programa. Clique, confira e depois veja o que falou o prefeito no Roda Viva. Atenção para o que é dito com 18 segundos ("Eu acho uma vergonha...") e a 1 minuto e 25 segundos ("Eu acho uma vergonha o Brasil receber uma Olimpíada"). E então?

O político do PMDB, que já foi de outros partidos como PV, PFL, PTB e PSDB, admite que vergonhosa foi a demolição do velódromo e a situação do Engenhão, interditado. Mas empurra a responsabilidade para César Maia, que foi seu padrinho politico no passado e hoje é um desafeto.

Sobre a Fifa, que se transformou em alvo de criticas do alcaide carioca, ele diz que sempre as fez. Mas o eleitor e torcedor mais atento certamente nota que elas se intensificaram após as manifestações populares ocorridas durante a Copa das Confederações, quando ficou claro o quão odiados por muitos brasileiros são os dirigentes "fifistas".

Eduardo Paes poderia ficar ali falando por horas e não seria possível passar a limpo todos os assuntos pertinentes, sobre a Cidade Maavilhosa e os eventos que nela se realizarão. Até porque, como acontece com vários politicos, ele nem sempre responde o que lhe perguntam. E diante de vários entrevistadores a roda precisa seguir viva, girando, nem sempre cabe a réplica. É do jogo.

Se você acompanhar o programa apresentado na segunda-feira, preste atenção à conexão (ou falta de) entre as perguntas a Paes dirigidas e as respostas dadas. Quando fala o prefeito, o Rio parece quase perfeito.

Fonte: JB


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