OPOSIÇÃO VAI ACIONAR MP CONTRA ESPOSA DE CABRAL

"Os números deixam claro que o número de empresas relacionadas ao estado que passaram a ser clientes do escritório aumentou assustadoramente depois que Cabral assumiu o governo. Esse enriquecimento beneficia, direta ou indiretamente, o governador, o que fere a lei de improbidade administrativa", diz o deputado Marcelo Freixo (PSOL) em matéria no portal da Veja; oposição ao governador na Assembleia Legislativa se reunirá nesta segunda para criar uma comissão para apurar o crescimento cinematográfico do faturamento do escritório Coelho & Ancelmo Advogados Associados, cuja sócia-presidente é a primeira-dama



O inferno astral do governador do Rio de Janeiro parece estar longe do fim. A Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) será palco do novo episódio envolvendo o crescimento cinematográfico do faturamento do escritório Coelho & Ancelmo Advogados Associados, cuja sócia-presidente é Adriana Ancelmo, esposa do peemedebista Sérgio Cabral.

A oposição ao governador na Casa vai cobrar explicações sobre o faturamento da primeira-dama com pedido de investigação ao Ministério Público (MP). Matéria no site Veja.com afirma que o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, deputado Marcelo Freixo (PSOL), oficiará o MP pedindo a investigação.

"Os números deixam claro que o número de empresas relacionadas ao estado que passaram a ser clientes do escritório aumentou assustadoramente depois que Cabral assumiu o governo. Esse enriquecimento beneficia, direta ou indiretamente, o governador, o que fere a lei de improbidade administrativa", diz Freixo na matéria do portal da Veja.

A reportagem mostra que o progresso no escritório da esposa do governador coincide com o início do seu mandato. Em 2006, ano em que Cabral foi eleito governador, a empresa tinha receita anual de 2,1 milhões de reais – valor que subiu a para 9,5 milhões de reais no ano passado.

O deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) lembrou que, no passado, a OAB não viu ilegalidade no fato de Adriana ser sócia de um escritório de advocacia que tem entre seus clientes empresas relacionadas ao governo.

Para o tucano, contudo a primeira-dama e seus sócios levam vantagem evidente em relação à concorrência.

"Há no mínimo uma competição desigual, porque outros escritórios não têm a relação de proximidade com o governo que ela tem. Não podemos esquecer que estamos falando de concessionárias do estado. Ninguém pode impedir ninguém de exercer sua profissão, mas o que se está discutindo é uma concessionária contratar uma advogada que é a primeira-dama".

Para a deputada Janira Rocha (PSOL), os dados publicados por Veja são suficientes para um pedido de CPI na Alerj. Janira afirmou ao site da revista que vai se reunir nesta segunda-feira (19) com parlamentares de oposição para propor a criação da comissão para apurar o que classifica como "favorecimento".

"É, no mínimo, uma imoralidade a primeira-dama ter relações profissionais com concessionárias do estado. O favorecimento está claro. E isso tem que ser apurado em uma CPI", disse Janira, que também acionará o MP.

Fonte: Brasil 247

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