MAIS UM CONFRONTO MARCA A NOITE NO RIO DE JANEIRO


Rio247 – Mais um confronto entre manifestantes e policiais marcou a noite no Rio de Janeiro. O trajeto começou de forma pacífica, no Centro da capital fluminense. Mas quando chegou ao Palácio Guanabara, nas Laranjeiras, começou a confusão. Enquanto o vice-governador do estado, Luiz Fernando Pezão, estava reunido com integrantes do Sindicato dos Professores, alguns manifestantes se recusaram a deixar a sede do Governo Estadual e foram expulsos pela polícia. Do lado de fora, foi ainda pior. O saldo foram pontos de ônibus, agências bancárias e placas de sinalização destruídas.
A principal reivindicação dos manifestantes é a renúncia do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus, vereador Chiquinho Brazão (PMDB). Mas o parlamentar disse que não abrirá mão do cargo. O conflito aumentou quando os professores deixaram a sede do governo. Devido aos intensos protestos que vêm ocorrendo na Capital, foi colocada uma grade ao redor da sede, mas os manifestantes derrubaram a proteção, o que aumentou o conflito. A Polícia Militar (PM) usou sprays de pimenta, bombas de lacrimogênio e balas de borracha. Já os manifestantes revidaram com pedras e bombas caseiras. Duas pessoas foram detidas.
A ação dos policiais foi condenada pelos professores. Ao G1 Rio de Janeiro, a professora municipal Heloísa Grifo disse que a polícia acusou os docentes de terem chamado a passeata, o que foi negado pela docente. "Nunca houve intenção por parte dos professores a ocupação do Palácio Guanabara. Os policiais acusaram os professores de terem chamado a passeata, o que não aconteceu. Fomos retirados com força do palácio. Uma professora torceu o pé", afirmou.
O Governo do Rio justificou, por meio de nota, a conduta dos policiais. "Esses grupos não estão interessados no diálogo e na democracia. Apenas apostam no caos", diz o texto. Após o término do protesto, 100 manifestantes, aproximadamente, voltaram para a Câmara Municipal, onde 12 pessoas prometem dormir no local a fim de pressionar a renúncia de Chiquinho Brazão.
Chega de conversa fiada! É justo o pleito do povo. A CPI dos ônibus precisa sim de um presidente imparcial, e o povo não deve parar enquanto seu brado heroico não for atendido.
Estamos nesta luta! Juntos somos fortes!