EMPRESÁRIOS A CABRAL: AJOELHOU, TEM QUE REZAR




Mesmo querendo ser bonzinho governador do Rio se dá mal; pressionado por entidades e atletas, Sergio Cabral se compromete a voltar atrás na decisão de demolir, de uma só vez, estádios Célio de Barros e Julio Delamare, de atletismo e natação; garantia de botar no chão, porém, consta de contrato assinado pelo próprio Cabral para ceder o Maracanã por 35 anos a consórcio de Eike Batista e Marcelo Odebrecht; eles ameaçam denunciar licitação, alegando quebra de contrato; afinal, ajoelhou, tem de rezar


247 – O inferno astral do governador Sergio Cabral, do Rio de Janeiro, não dá trégua nem quando ele tenta agradar. Pressionado pelas confederações nacionais de atletismo e natação, e depois de ouvir críticas de corredores e nadadores famosos, Cabral anunciou nesta sexta-feira 2 que recuou da decisão de mandar demolir, num só golpe, os estádios Célio de Barros e Julio Delamare, respectivamente de atletismo e natação.

Ao emendar seu próprio soneto, porém, Cabral, na prática, rasgou um contrato que ele mesmo assinou. O beneficiado por esse documento, é claro, chiou. Julio Barbosa, presidente do consórcio Maracanã, formado pelo grupo Odebrecht, presidido por Marcelo Odebrecht (90%), IMX, de Eike Batista (5%), e o grupo mutinacional AEG (5%), admitiu a possibilidade de rompimento do contrato.

- A gente bolou para que o Complexo do Maracanã fosse um lugar para trazer as famílias", disse ele, em tom de reclamação. "A nossa meta é trazer sempre, o dia inteiro, com atividades para crianças e adultos. Então nós estruturamos um plano de negócio. O Complexo Maracanã é a ideia de transportar o Júlio de Lamare e o Célio de Barros para o outro lado da linha [do trem] para construir naquele local um museu multimídia, um museu interativo, onde a história do futebol fosse passeada".

O governo do Rio, que enfrentou protestos públicos durante todo o processo de cessão do Maracanã à iniciativa privada, garantiu na licitação que os dois equipamentos esportivos seriam demolidos. Faltou combinar com os usuários, atletas de alto nível que utilizam constantemente o Julio Delamare e o Célio de Barros. Para atener a voz das ruas, francamente em oposição a ele, Cabral se voltou contra a sua própria ssinatura. Em qual governador acreditar?


COMPLICOU  CABRAL! SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME!