Após assembleia, professores municipais decidem manter greve



Na manhã desta segunda-feira (26), mais de cinco mil profissionais municipais de educação participaram de uma assembleia no Terreirão do Samba, na Praça Onze, onde ficou decidida a continuidade da greve. De lá, os professores seguem em passeata em direção à Prefeitura, na Cidade Nova.

De acordo com o coordenador geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Alex Trentino, os profissionais consideraram limitadas as concessões do prefeito Eduardo Paes. “A categoria avaliou que as vantagens eram insuficientes”. O governo municipal havia oferecido reajuste de mais 8% além do já estipulado, reduziu o prazo de elaboração do plano de carreira de 90 para 30 dias e o abono de faltas durante a paralisação.

Explicando a recusa das ofertas, Alex ponderou que a necessidade de reformas pedagógica e estrutural deve ser considerada pelo governo. “Questões como a autonomia pedagógica da categoria, 1/3 da carga horária voltada para planejamento acadêmico e o número de alunos por sala”. Além destas reivindicações, a categoria iniciou a paralisação exigindo reajuste total de 19%, fim do plano de metas e da meritocracia e plano de carreira unificado entre professores e servidores de apoio.

Os pontos pendentes serão rediscutidos nesta terça-feira (27), em reunião dos representantes do Sepe com a secretária de Educação, Cláudia Costin. Ao mesmo tempo, os professores farão uma vigília na sede da Prefeitura, na Cidade Nova, a partir das 10h30. Na quarta-feira (28), uma assembleia será realizada para decidir os rumos da paralisação.

Fonte: JB