PT TENTA CONVENCER DILMA A SE DESCOLAR DE CABRAL

Estado onde ocorreram os piores atos de vandalismo durante as manifestações populares, e cujo governador, Sergio Cabral (PMDB), tem o pior índice de avaliação, segundo levantamento do Ibope, o Rio de Janeiro é hoje o epicentro dos problemas nacionais; é também onde a presidente Dilma Rousseff tem o seu pior desempenho: 19% de aprovação; por esses fatores, petistas acreditam que Dilma deveria se descolar de Cabral, com quem irá aparecer lado a lado no domingo, dia de encerramento da Jornada Mundial da Juventude; capa desse final de semana da revista Carta Capital destaca má fase do governador




Rio247 – O Rio de Janeiro pode ser considerado hoje o epicentro dos problemas nacionais. De acordo com a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira 25, encomendada ao Ibope, o Rio é o Estado cujo governador, Sergio Cabral (PMDB), tem o pior desempenho entre os 11 governos estaduais pesquisados. Apenas 12% do eleitorado consideram a gestão do peemedebista como ótima ou boa, segundo o levantamento.

É também no Rio de Janeiro, onde ocorreram as piores cenas de violência e atos de vandalismo contra o patrimônio púbico e privado durante as manifestações populares que tomaram o País – e que persistem no Estado –, que a presidente Dilma Rousseff teve o seu pior desempenho. Segundo dados do mesmo levantamento, a presidente tem o governo considerado bom ou ótimo por apenas 19% da população fluminense.

A última edição da revista Carta Capital, divulgada nesta sexta-feira, coloca Cabral como "o vilão da hora" e o governador, pior avaliado, que "perde o controle da situação". Diante desse cenário, os petistas já estão convencidos de que a melhor estratégia é que Dilma se descole de Cabral. Os dois irão aparecer juntos no próximo domingo, durante a missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude, no Rio.

Cabral na mira

Não é à toa que Sergio Cabral tem sido o principal alvo de uma série de manifestações no Rio. Um grupo de manifestantes chegou a acampar durante mais de uma semana em frente ao prédio onde mora o governador e moradores do Leblon, onde ele vive, fizeram uma abaixo-assinado para que ele se mude de lá para o Palácio Guanabara, sede do governo do Estado, que fica no bairro Laranjeiras. Mas ele já respondeu que de lá não sai.

Em meio aos gritos de "Cabral é ditador" e "Fora Cabral", a população do Rio pede esclarecimentos sobre denúncias recentes envolvendo o peemedebista, como o uso abusivo de helicópteros, com custos do Estado, para sua casa de praia, em Mangaratiba.  Outra investigação, do Ministério Público Eleitoral, pretende apurar abuso de poder por parte do governador, que estaria usando programas sociais no Estado para alavancar a pré-candidatura do vice-governador, Luiz Fernando Pezão.

As últimas críticas são referentes a um decreto do governador para a criação da Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas (Ceiv), considerado inconstitucional por juristas. Depois dos ataques, ele recuou e alterou o parágrafo que trata da quebra de sigilo telefônico e eletrônico de manifestantes que praticaram atos de violência, considerado o ponto mais polêmico do texto.

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