Pessoas protestam, mais uma vez, em frente à casa do governador Sérgio Cabral.



Cerca de 600 pessoas fazem manifestação na tarde desta quinta-feira (25) em frente à casa do governador Sérgio Cabral, no Leblon, na Zona Sul do Rio. No início do protesto, quando as pessoas começavam a chegar, policiais revistavam as mochilas dos presentes. O tenente coronel Mauro, coordenador da operação, afirmou, em depoimento à mídia ninja, que faz a cobertura do evento, que os PMs não iriam utilizar munição letal e justificou a falta de identificação nominal dos agentes na farda, principal reclamação dos manifestantes, pela falta de tempo para a confecção das mesmas.

Os policiais estão utilizando uma identificação alfa numérica, com uma letra seguida por um número. Um forte aparato de segurança foi mobilizado, incluindo a presença de dois caveirões posicionados em frente à residência do governador, na rua Aristides Espínola. Diferentemente da última manifestação, onde os policiais só ficaram atrás de uma barreira armada, desta vez, alguns poucos PMs transitam no meio da manifestação procurando dialogar com os manifestantes.  As pessoas estão protestando pacificamente, gritando palavras de ordem contra Cabral e Eduardo Paes e pedindo explicações sobre o paradeiro Amarildo Dias de Souza, desaparecido há 13 dias desde que foi pego na Rocinha por policiais da UPP.

As principais reivindicações dos manifestantes, conforme descrito no evento do facebook são: a CPI da Delta; CPI da Copa; CPI do Helicóptero (em alusão ao escândalo dos “voos da alegria); Desmilitarização da Polícia; Contra a privatização do Maracanã;Contra o fim do Museu do Índio; Contra a remoção da Aldeia Maracanã ; Contra as remoções compulsórias e privatizações por conta da Copa; Pela saída do Governador Sergio Cabral e Luiz Fernando "Pezão"; Revisão de todos as licitações em vigência.

Na rede social, usuários demonstram preocupação com a infiltração de policiais que vem ocorrendo nos protestos, informação comprovada pela própria PM, e, por isso, alertam para que as pessoas filmem o máximo que puderem no local. Este é o sétimo protesto em frente à casa do governador.

Mais cedo, no posto 12, em frente à Aristides Espínola, pessoas se reuniram durante a tarde para recolher mantimentos e donativos destinados à família de Amarildo. A frase “Onde está Amarildo?” já é uma das principais ilustrações de cartazes presentes nos recentes protestos da cidade.

Fonte: JB