quinta-feira, 13 de junho de 2013

Major da Defesa Civil critica postura de frentistas em posto onde carro explodiu

'Os motoristas precisam de orientação, mas isso raramente acontece', disse diretor de engenharia. Tragédia deixou dois mortos

DIEGO VALDEVINO
Rio - O major Ederson Silva, diretor de engenharia da Defesa Civil de Duque de Caxias informou que o posto Metta, onde ocorreu a explosão que matou duas crianças e feriu um homem gravemente, foi interditado e criticou a postura dos frentistas do estabelecimento.
"O frentista tem que orientar as pessoas pra saírem do carro, porém isso raramente acontece. Eles me passaram alguns documentos, mas quero todos que pedi", disse o militar. Ele afirmou ainda que não há risco de desabamento, porém o telhado foi danificado. A explosão do Gol branco ocorreu na BR-040, sentido Rio, altura do bairro Figueira, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, nesta quarta-feira.
Explosão de carro dentro de posto deixou duas crianças mortas e o pai de uma delas gravemente ferido
Foto:  André Mourão / Agência O Dia
Glória Regina Coutinho, 50 anos, é dona de casa e mora há 200 metros do posto. Ela afirmou ter vivido momentos de terror. "Estava em casa quando ouvi um barulho assustador. Quando vi, era o posto. Infelizmente, vi o corpo da criança todo despedaçado. É muito triste, tenho dois filhos. Agora sempre que andar de carro, vou descer quando estiver abastecendo."
Explosão deixou duas crianças mortas
Duas crianças com idade entre 9 e 4 anos morreram e uma pessoa ficou gravemente ferida após explosão no estabelecimento
Junior da Silva Peixoto, 4 anos, morreu no momento da explosão. A menina, identificada apenas como Gabriele foi socorrida e levada para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, mas não resistiu aos ferimentos. O homem, identificado como Aldo e conhecido como Toca, também foi levado para o hospital em estado grave. José Roberto Viana Peixoto, pai de Junior, pagava um frentista no momento da explosão e saiu ileso.
Jerry Marco Viana Peixoto, tio do menino Junior, mora em Realengo. "Meu irmão contou que estava dentro do carro e viu uma fumaça branca. Ele estava no banco do carona. Ele saiu do carro e só ouviu o barulho da explosão. De repente, quando olhou para o chão, já viu o filho sem os braços e a perna. A família está destruída. O carro era do Aldo, velho e ele não fez a vistoria do carro, mas não sei dizer por quê".
Major da Defesa Civil interditou posto e criticou a postura de frentistas: 'Eles têm que orientar os motoristas'
Foto:  André Mourão / Agência O Dia
José Roberto tem mais três filhos. Um menino de três, uma menina de 14 e outro menino de 13. "Meu irmão está em estado de choque e mal consegue falar", revelou Jerry.
Joyce Rocha, advogada do posto, disse que o local é regularizado "Aparentemente o gás do motorista estava irregular. A polícia concluiu que desde de 2008 o cilindro não era vistoriado, além do veículo estar com a documentação atrasada", disse Rocha.
"O cliente é orientado a sair do carro quando está abastecendo, norma dos frentistas. Ainda é cedo pra falar o que aconteceu", concluiu.
Ainda de acordo com a advogada, José Roberto saiu correndo para pegar uma carona em sua casa, em Campo Grande. No entanto, um morador da região informou que o rapaz buscou ajuda no bairro Paulista, em Caxias.
Rocha afirmou ainda que conversou com uma tia da vítima em estado grave, que informou que a vítima não regularizou o veículo por falta de dinheiro.

Fonte: O Dia


    Um comentário:

    1. Cmdo, talvez carros do município do RJ devessem quando convertidos, ostentar no parabrisas algum selo de vistoria relativo ao GNV, com validade inerente ao cilindro, sendo responsabilidade do frentista abastecer apenas à gás somente os legais, q caso contrário utilizará combustível líquido....fica a dica! JSF

      ResponderExcluir