sábado, 11 de maio de 2013

PARABÉNS AOS GUARDA-VIDAS POR NÃO SE CONFORMAREM COM A DURA REALIDADE.


Falta de guarda-vidas em praias da Barra e do Recreio é denunciada pela classe
Concurso para aumento do quadro não é aberto desde 2008  

Guarda-vidas que trabalham nas praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, se queixam da falta de efetivo nas praias, o que segundo eles, sobrecarrega a tropa. “Não há concurso desde 2008 e muitos já estão fora da areia, alguns até aposentados. Só abrem vagas de horas extras. Você perde a sua hora de folga para cobrir um espaço que deveria ser preenchido por mais efetivo. A demora para se fazer um novo concurso com certeza é uma retaliação à ocupação do quartel que fizemos em 2011", reclama um guarda-vida, que prefere não se identificar.
Ele também critica a falta de interesse político em reintegrar os militares que foram presos ou afastados das suas funções depois dos atos ocorridos em 2011 e 2012. “Há mais de um ano tem um projeto de lei na Alerj para dar anistia a esses militares. A maioria dos parlamentares assinou o projeto, mas mesmo assim não entra em pauta, porque não há interesse político nisso”, afirma.


Guarda-vida, que também não quis se identificar, afirma que a corporação dos Bombeiros do Rio de Janeiro precisa aumentar seu efetivo, principalmente guarda-vidas”, Ele disse ainda que as horas extras para completar a carga horária são opcionais, mas não houve muito interesse. “No primeiro mês teve certa adesão, mas muita gente acabou desistindo, porque ninguém quer deixar de folgar, ter o seu momento de descanso", disse.
De acordo com os guarda-vidas, na última sexta-feira (3/5) os guarda-vidas informaram ao comandante que a tropa está cansada e que há necessidade de concurso”. Segundo os militares, o comando do Corpo de Bombeiros dialogou com o Governo do Rio sobre o problema, mas o Estado teria informado que não é possível promover um concurso no momento, pois isso iria elevar custos, onerando a folha de pagamento do serviço público. “Eles dizem que estão ajudando a gente nos colocando para trabalhar na folga, mas nós queremos descansar e não aceitamos esmola”, queixa-se um dos guarda-vidas.
Condições de trabalho também prejudicam a classe
Outra falha apontada pelos profissionais é a falta de estrutura e material de trabalho adequado para a ação dos bombeiros. Eles reclamam que não recebem óculos escuros, protetor solar, roupas, cobertura, postos físicos com banheiro e lugar para fazer as refeições. As barracas usadas atualmente não protegem do sol da tarde. Os bombeiros afirmam que em alguns casos dependem até da ajuda dos quiosqueiros.
A falta de guarda-vidas nas extensas praias da Barra e do Recreio não afetam só a estabilidade e saúde dos profissionais, mas também colocam em risco a integridade dos banhistas, que podem deixar de ser atendidos numa emergência. De janeiro a março de 2013 o número de atendimentos por afogamento em todas as praias da capital do Rio chegou a 3.232 socorros. E até o mês de março foram registradas sete mortes por afogamento nas praias da cidade.
O profissional que não consegue socorrer a todos os banhistas em risco ainda pode enfrentar outro problema: a acusação de omissão de socorro, como informam os próprios guarda-vidas.
Do posto 1 ao 8 da Barra da Tijuca, de acordo com os guarda-vidas, mas na praia da Reserva e em parte do Recreio, não. Durante a semana, dizem eles, a Reserva fica sem guarda-vidas. Já no fim de semana, ficam três ou quatro em todos os dez quilômetros de praia. Se não houvesse o programa de horas extras, afirma os militares, não haveria como cobrir as orlas com o efetivo atual.
Somente no Quebra-mar até o Recreio são aproximadamente 17 quilômetros de distância, mas apesar disso, a assessoria da Defesa Civil não vê problema no número de oficiais, alegando que “a área a ser coberta por um guarda-vida é variável”.  A instituição afirma ainda que “a distribuição do efetivo de guarda-vidas nas praias do Rio de Janeiro obedece a critérios como tipo de praia (praia rasa, de tombo, intermediária) e quantidade de banhistas frequentadores”.
Fonte: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2013/05/11/falta-de-guarda-vidas-em-praias-da-barra-e-do-recreio-e-denunciada-pela-classe/
MANDATO: Primeiramente gostaria de parabenizar os Guarda-vidas da Barra da Tijuca e Recreio dos bandeirantes pela coragem e o fato de não se conformarem com esta dura realidade. 
Parece que bastou os bombeiros saírem das ruas com seus protestos para que tudo aquilo que motivou suas reivindicações no início de 2011, voltasse à tona. 
Muito antes desta bela matéria ser publicada, já recebíamos inúmeras queixas destes profissionais a respeito do baixo efetivo e da não reposição de equipamentos de proteção individual (EPI), óculos, protetor solar e outros materiais operacionais; e também de suas preocupações com a vida da população e turistas, que com os eventos que se aproximam, jornada mundial da juventude e copa das confederações, correrão sérios riscos ao frequentarem nossas praias, uma vez que o efetivo está pequeno, não contando também com aqueles que estão tirando férias, já que no verão é proibido.
Vemos que mesmo com a criação do comando de bombeiros de área (CBA XI - Atividades de salvamento marítimo), cujo objetivo é pensar em prol dos Guarda-vidas, e ser um porta voz junto ao comando da corporação em defesa do ofício destes profissionais, os anseios e as prementes necessidades da tropa estão longe de serem atendidas. 
Uma das primeiras medidas a serem tomadas seria um estudo, com base nas demandas de hoje, sobre o real efetivo necessário de guarda-vidas a guarnecer todo o nosso litoral, levando em consideração que estes agentes não poderiam em hipótese alguma trabalhar sozinhos, e precisam ter as suas horas de descanso respeitadas. Prática que para este governo não tem relevância, pois, a única estratégia que sabe aplicar, é a de oferecer o "bico" oficial para seus militares (Bombeiros e Policiais), contribuindo para um aumento significativo de doenças físicas e emocionais no seio da tropa. 
A necessidade de concurso público é latente, não dá mais para disfarçar,  o comando da corporação precisa se posicionar o quanto antes junto ao governo do estado, insistindo neste tema, pois quem esta correndo risco são os nossos filhos e amigos. Porque depois que o pior acontecer, não adianta dizer que não sabia ou que não foi avisado, como dizemos dentro da caserna: "Guerra avisada só perde quem quer".
Não faz muito tempo, parece até que já esqueceram, mais foi assim que tudo começou.....








4 comentários:

  1. ENQUANTO ISSO NO MÉIER: O CEL SIMÕES E ALCANTARA, MAIS UM BANDO DE CORONEIS PUXA-SACOS, NESSA SEXTA FEIRA, ESTREIARAM O CAMPO DE FUTEBOL, EM PLENO HORARIO DO EXPEDIENTE, E AINDA REGADO A WISK E CERVEJA BOHEMIA"GELADINHA". A CORPORAÇÃO AINDA TEM OS SEUS VASSALOS, QUE PENSAM COMO ANTIGAMENTE, AONDE OS SENHORES DE ENGENHO FAZIAM O QUE QUERIAM. AONDE ESTA A CONSTITUIÇÃO CIDADÃ? PUNIRAM MILITARES DO HCAP, POR , INGERIR BEBIDAS NUM CHURRA; E ELES, NÃO? COM A PALAVRA A TORRE, QUE BALANÇA

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  2. Se alguém filmou entregue ao desembargador que absolveu o Capitão Marquezine,com provas concretas a torre que balança cai de vez,pois juntos e unidos somos fortes e nem um passo nunca mais daremos atrás enquanto não sair a ANISTIA E NOSSA DEFINITIVA DIGNIDADE FOR CONCRETIZADA.

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  3. Felicidades a todas as MAMÃES,pelo seu dia e que todas nos ensinem o que é verdadeiramente UNIÃO,para que consigamos ter realmente nossas VITÓRIAS,JUNTOS SOMOS FORTES.PARABÉNS E FELICIDADES E MUITA SAÚDE A TODAS AS MÃES PELO SEUS BELOS DIA.QUE JESUS CRISTO INTERCEDA NO CORAÇÃO DO HOMEM,pois o mesmo está acabando com o Mundo com seus egoísmos.Pensando em si nunca chegaremos a lugar nenhum e muito menos teremos DIGNIDADE.Para se ter ESSÊNCIA TEMOS QUE TERMOS DECÊNCIA EM NOSSOS PROPÓSITOS.

    ra
    ra se te
    r

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  4. Bom dia amigos e prezado vereador, o senhor poderia colocar um processo no mp, para que o corpo de bombeiros explica-se o porque em uma praia que aumentou o numero de frequentadores por motivos de mais ônibus e também outras linhas tem muito menos gv do que a 15 anos atrás, que não havia ônibus da baixada fluminense .
    e nesse caso é fácil comprovar vendo a escala daquela época e comparando com a atual, a tropa de gvs esta ficando com uma idade avançada, pois antes de 2008 a ultima prova foi em 2002, sendo que os mesmo militares já possuem 11 anos de corporação e ainda sabendo que o serviço de praia e 70% físico.

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