quinta-feira, 9 de maio de 2013

Maracanã, poço sem fundo: obra chega a R$ 1,24 bilhão


Falta de transparência e mau uso do dinheiro público marcam reforma do estádio





Na última terça-feira, o Maracanã recebeu aditivos de R$ 200 milhões para as obras, tornando-se o mais caro dos estádios para a disputa da Copa das Confederações, em julho deste ano. Esta é uma rotina nas obras do Maracanã: de tempos em tempos, os custos da obra para o estádio, que será reinaugurado no amistoso entre Brasil e Inglaterra no dia 2 de junho, só aumentam. Com o aditivo, as obras chegaram a R$ 1,13 bilhão. 
Com mais R$ 110 milhões só para as obras do entorno do estádio, efetuadas pela prefeitura desde 8 de setembro de 2010, o custo chega a inacreditáveis R$ 1,24 bilhão. Os novos gastos estão também ligados ao gerenciamento das obras (R$ 23,5 milhões), à urbanização intramuros (R$ 17,8 milhões) e às correções monetárias do contrato (R$ 37,4 milhões).     
Nesta quarta-feira, o governador Sérgio Cabral tentou justificar os gastos, dizendo que as peculiaridades da obra do Maracanã fizeram com que o estádio precisasse de mais verba para o término das obras:
Maracanã é o mais caro dos estádios para a Copa das Confederações
“Quem pode explicar são os engenheiros, mas claramente houve, pelas características da obra, quando é recuperado um bem tombado como o Maracanã as necessidades de adaptação são bem maiores do que as de um prédio novo. Novos funcionários tiveram que ser contratados, a arquibancada precisou ser verticalizada. Em obras, quando você começa, surgem fatores imponderáveis que inesperados, sobretudo em um estádio como o Maracanã, de 60 anos de vida e que sempre teve reformas mambembes”, disse o governador, que ainda comparou as obras do novo Maracanã com a reforma feita em 2005 no estádio para os Jogos Pan-Americanos de 2007. O custo total desta obra, que durou seis meses, foi de R$ 304 milhões.
“A mais significativa reforma foi feita a partir de 2005 para o Pan-Americano. E mesmo assim não foi nada perto do que estamos fazendo aqui”, analisou Cabral, que atribuiu a responsabilidade pela contratação de funcionários para a obra do estádio à secretaria de Obras e a Empresa de Obras Públicas (Emop).  
O novo Maracanã custaria, inicialmente, R$ 705 milhões. No início de 2011, porém, o governo constatou que a estrutura da marquise do estádio estava deteriorada e precisava ser demolida. A nova intervenção provocou aditivo de 36%. O preço ficou em R$ 787 milhões, divididos em R$ 400 milhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Socia(BNDES), mais R$ 250 milhões pelo Corporação Andina de Fomento(CAF), mais R$ 137 milhões pela Caixa Econômica Federal.
Um ano depois do início das obras, O Tribunal de Contas da União apontou sobrepreço de R$ 163,4 milhões  no custo, e a reforma foi orçada em R$ 859 milhões. O órgão havia exigido a redução de R$ 97,8 mihões desse sobrepreço.
Com incentivos fiscais concedidos pelo governo, no valor de R$ 84 milhões, o Maracanã passou a custar R$ 775,8 milhões. A Matriz de Responsabilidades, depois, atualizou o valor: R$ 808,4 milhões. Com os recentes aditivos, chegou-se ao custo atual da obra de R$ 1,13 bilhão. Um poço sem fundo.
Fonte: JB


AONDE IREMOS PARAR ? VERDADEIRAMENTE UM ESCUSO POÇO SEM FUNDO !

3 comentários:

  1. Não precisa ser intelectual para saber que legados são os meios que dão condições a população ser bem tratada e atendida com dignidade,pois MARACANÃ nunca será legado,os verdadeiros legados estão um caos,SAÚDE,EDUCAÇÃO,SANEAMENTO BÁSICO,TRANSPORTES E SEGURANÇA PÚBLICA,o que falta é vergonha na cara e boa vontade para agir,porém desgraças alheias infelizmente dão votos,que o diga a seca no nordeste que nunca se resolve,pois no TEXAS,que é um deserto,tudo funciona as mil maravilhas,DESGRAÇAS ALHEIAS SÃO ISSO QUE QUEREM PARA APARECER NA MÍDIA,e depois dizer que fez alguma obra,tudo teatro.

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  2. cade os legados do PAN?infelizmente o povo está vendo tudo acontecer e não faz nada,a não ser reclamar,chorar quando ente queridos morrem sem atendimentos nas portas dos hospitais,ou bala perdida ou a insegurança,depois do leite derramado não adianta chorar (o povo)e nem tapar o sol com a peneira(certos parlamentares)pois em todo o meio do homem existem os que querem e buscam fazer.Todo profissional tem os que prestam e os que não prestam só agem pensando em seu benefício.

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  3. SÃO PAULO - O coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra afirmou nesta sexta-feira, 10, que "lutou pela democracia" e negou ter cometido crimes durante o regime militar. "Nunca fui assassino", disse Ustra aos integrantes da Comissão Nacional da Verdade. Em seu depoimento afirmou ainda que a presidente Dilma Rousseff participou de "organizações terroristas.
    FONTE: ESTADAO
    comissão da verdade em licitações e privatização jaaaaaaaaa

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