sexta-feira, 19 de abril de 2013

Motoristas de vans cobram fim do bloqueio na Zona Sul e pedem CPI

Trabalhadores do transporte alternativo estiveram na tarde desta quinta-feira (18) na Câmara, para protestar contra o bloqueio da circulação de vans na Zona Sul e pressionar pela aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 14/2013, que, na prática, cancela o decreto do prefeito Eduardo Paes. De quebra, ainda pediram uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na fiscalização do transporte público. Eles devem retornar na próxima quarta-feira, quando a matéria será apreciada pelas comissões da casa.Os motoristas, cobradores e demais trabalhadores diretamente envolvidos com as vans reuniram-se para protestar contra o decreto de Paes. Eles enfrentaram dificuldades para chegar às galerias da Câmara, por conta da burocracia na autorização da entrada na casa. Os presentes levaram diversas faixas acusando a prefeitura de promover uma ditadura. Mas os protestos duraram pouco: o vereador Tio Carlos (DEM) pediu verificação de quórum e derrubou a sessão, que havia sido iniciada a poucos minutos.No curto período em que estiveram em plenário, os vereadores se revezaram no púlpito, quase todos declarando apoio às vans. O vereador Marcio Garcia (PR) comunicou a publicação do PDL 14/2013 no Diário Oficial. Motoristas, trocadores e demais funcionários do transporte alternativo protestaram nas galerias da Câmara dos Vereadores nesta quinta-feira (18).
Tramitação complicada Marcio Garcia e Paulo Pinheiro (PSOL), autores do PDL ao lado de Cesar Maia (DEM) e Jefferson Moura (PSOL), não esconderam dos manifestantes as dificuldades envolvidas na tramitação do processo. Segundo eles, cada passo só irá ocorrer caso a categoria se mobilize e pressione os parlamentares da base do governo. Na próxima quarta-feira (24), o projeto será avaliado conjuntamente pelas comissões de Justiça e Redação, Transportes, Assuntos Urbanos e Adminstração. Em seguida, a luta será recolher 17 assinaturas para que o projeto seja votado em regime de urgência. Paulo Pinheiro afirmou que os trabalhadores precisam aproveitar a capilaridade do transporte alternativo em toda a cidade e pressionar os vereadores de suas localidades:"Tem que ir até o vereador em que vocês votaram e o convencer a lutar por vocês. Tem que cobrar o voto no projeto aqui", pregou.Privilégio aos ônibusOs motoristas de vans justificam a necessidade de uma CPI do Transporte por conta de supostas irregularidades na fiscalização. Alegam que, enquanto a prefeitura emprega quase 800 pessoas diariamente para bloquear o acesso à Zona Sul, os ônibus rodam livremente em situação irregular, sem qualquer controle. Denunciam ainda que muitos fiscais não são regulamentados. Também questionam a atuação do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro (Detro-RJ), que não deveriam atuar dessa maneira, segundo eles.O motorista Edberto Luiz da Silva, que trabalha na linha Rio das Pedras - Barra Shopping, estranhou a ausência dos parlamentares no plenário e questionou o oportunismo do decreto de Paes:"A licitação das linhas está em curso. Por que não esperar acabar para fazer esse decreto? E aqui na Câmara parece que os vereadores têm medo da gente, né? Fica difícil", argumentou.O presidente do Sindicato das Cooperativas de Transporte Público de Passageiros do Rio de Janeiro (Sinditrans-Rio), Helio Ricardo Souza,citou as reportagens, que revelaram até mesmo ônibus piratas usados pelas empresas para suprir a falta das vans. Exaltando o apoio dos motoristas e cobradores de ônibus, através do Sintraturb, afirmou que a Rio Ônibus traz mal a muitas categorias:"São três vítimas da ganância dos empresários de ônibus: os próprios funcionários, o transporte alternativo e a própria população", criticou, propondo a criação de um fórum permanente para a discussão do transporte.""

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