CINTURÃO DE SEGURANÇA ESTA FECHADO DIZ SECRETÁRIO DE SEGURANÇA


Ocupação pelas Forças de Segurança pode valorizar imóveis no Cerro-Corá em cerca de até 50% e abre caminho para turistas que chegarão ao Rio para a Jornada da Juventude
Rio -  Homens do Bope e do Batalhão de Choque, com apoio da Polícia Civil, devem começar hoje a ocupação do Cerro-Corá, última favela da Zona Sul beneficiada pelo programa de segurança, como a repórter Vania Cunha do DIA antecipou, com exclusividade, na edição de sábado.
A ação das tropas na comunidade do Cosme Velho aos pés do Cristo Redentor, onde vivem cerca de sete mil pessoas, vai preparar a região para a instalação da 33ª UPP. A previsão é que a unidade seja criada até o fim de maio. Será estendida a outras duas favelas vizinhas: Guararapes e Vila Cândido.
Com a chegada das forças policiais, que desta vez não usará veículos blindados da Marinha, a Secretaria de Segurança retoma o território e fecha o cinturão essencial para a realização da Jornada Mundial da Juventude, em julho, e os Jogos Olímpicos. A meta do secretário José Mariano Beltrame, é instalar 40 unidades até a Copa do Mundo, no ano que vem.
Heleno comprou sua casa em Santa Teresa, vizinha ao Cerro-Corá, após a pacificação e disse que nunca ouviu tiro | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Heleno comprou sua casa em Santa Teresa, vizinha ao Cerro-Corá, após a pacificação e disse que nunca ouviu tiro | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
A expectativa é que a pacificação da região provoque aquecimento do mercado imobiliário no bairro. Administradoras de imóveis estimam uma recuperação entre 20% a 50% no preço de casas e apartamentos na região, como ocorreu em Copacabana, Leme e Botafogo, onde as UPPs foram implantadas.
Com a pacificação a procura por imóveis aumenta muito e a oferta de imóveis diminui. A proporção é de quatro pessoas para cada imóvel nas regiões onde a UPP chegou. “Vai valorizar toda a comunidade. Quem não vai querer morar ao pé do Cristo?”, diz guia turístico morador da favela.
A UPP no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, próximo ao Cerro-Corá, levou o produtor artístico Heleno Hauer, 48 anos, a comprar uma casa no bairro, onde vive com a mulher e três filhos. “Tinha muito medo dos tiroteios e de pôr em risco a segurança da minha família. Nos mudamos há nove meses e não ouvimos um tiro”, conta.

MANDATO: Quando olhamos para este tipo de noticiário, nos sentimos tão enganados que chego a lamentar a maneira descarada, com que esta política é anunciada e implantada " ocupamos sem nenhum tiro a comunidade". Por tudo que já se sabe, que já foi visto, debatido e o que se pode analisar e concluir, ficamos a perguntar: E quem está fora deste cinturão, quem protegerá? Nossa cidade resume-se na zona sul? E a zona Oeste, norte, baixada, região dos lagos...?
Vivemos dias de faro-oeste, cada um por si e Deus por todos.


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