Rio -  Foi do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) que o prefeito Eduardo Paes retirou R$ 962,4 mil usados para comprar 20 mil unidades do jogo Banco Imobiliário Cidade Olímpica, que promove suas obras.A verba é doada pelo governo federal para as cidades com o objetivo de melhorar a educação básica. Hoje, os professores da rede pública vão fazer fazer uma paralisação na Cinelândia. Eles querem melhores salários. O tema é “Escola não é banco, nem de brincadeira”.A vereadora Teresa Bergher (PSDB) vai pedir ao Ministério Público — que já abriu inquérito para apurar a compra do jogo — que avalie a possibilidade de exigir que o dinheiro seja devolvido ao fundo e também que impeça a circulação do brinquedo nas salas de aula.
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“Isso é um absurdo sem tamanho. A verba usada na compra tem que voltar para o Fundeb. É uma vergonha que isso tenha ocorrido”, afirmou a parlamentar, que requereu ao Tribunal de Contas do Município (TCM) avaliação do contrato feito entre a Prefeitura e a Estrela.
A nota de pagamento à empresa de brinquedos foi emitida pela prefeitura em dezembro. O dinheiro foi disponibilizado no mês seguinte. Em 2012, os recursos do Fundeb para o Rio foram de R$ 1,7 bilhão. Segundo o Ministério da Educação, o dinheiro pode ser usado, entre outras coisas, para obras em escolas, remuneração e aperfeiçoamento de professores,aquisição de imóveis e de material didático.Em nota, a prefeitura disse que a edição do Banco Imobiliário “auxilia o aluno no aprendizado da história e geografia da cidade — estão lá as praias, bairros emblemáticos, os pontos turísticos, o Engenhão, o Maracanã — ao mostrar que a cidade não é algo estático, mas construído e em processo de transformação constante”.

Fonte: O Dia

 Lamentamos que o dinheiro público tenha sido usado para promover a prefeitura e a sua gestão de forma tão tendenciosa. Infelizmente, todo este investimento não foi realizado com o foco principal na educação dos nossos alunos, haja vista tantas outras necessidades de grande relevância apresentadas pelas escolas da nossa cidade, tais quais: obras de infraestrutura, remuneração mais digna para os profissionais da educação, materiais didáticos verdadeiramente eficazes para o amplo aprendizado dos alunos, dentre outras premências claramente identificadas nas instituições do ensino público.
Entendemos que com coisa séria não se brinca, nossa educação precisa ser tratada com mais respeito e responsabilidade, pois como disseram os professores,  “Escola não é banco, nem de brincadeira”,