sexta-feira, 1 de março de 2013

Greve de motoristas e cobradores de ônibus deixa passageiros a pé no Rio de Janeiro


Quem precisou pegar ônibus na manhã desta sexta-feira (1º) teve dificuldades por causa da greve de motoristas e cobradores no Rio de Janeiro. A paralisação, que acontece no dia do aniversário de 448 anos da cidade, começou à 0h . Ainda durante a madrugada, quem voltava para casa depois de um dia de trabalho ficou na rua esperando a condução.Pela manhã, muitos moradores da cidade foram pegos de surpresa pela greve, que tem previsão para durar 24 horas. Às 6h, os pontos de ônibus estavam lotados na avenida Brasil, principal via de ligação entre a zona oeste da cidade e o centro.As empresas Metrô Rio  e Supervia, que são responsáveis pelo transporte por metrô e trem na capital fluminense, informaram que reforçaram o número de composições em circulação para atender ao aumento da demanda de passageiros. No entanto, até quem pensava em usar o sistema de metrô de superfície, que é feito por ônibus, não conseguiu transporte por causa da greve. Além disso, o metrô está indo apenas até a estação Siqueira Campos, em Copacabana, na zona sul, por causa da obra de expansão do metrô.
Às 7h, passageiros informaram que motoristas de vã se aproveitavam da situação para cobrar até R$ 20 pela passagem na zona sul e na zona oeste. Segundo passageiros, são raros os casos em que as vãs mantiveram o preço cobrado em dias normais.
Na Central do Brasil, principal terminal de transportes públicos do Rio, havia enorme confusão às 7h. Poucos ônibus deixavam o local e os coletivos que saiam estavam totalemente lotados.
Nas portas das garagens de ônibus, como na Viação Real, na zona norte do Rio, motoristas e cobradores ocupavam as portas, impedindo quem decidiu não aderir à greve de trabalhar. A Polícia Militar chegou a ser chamada, mas não houve confronto. Alguns coletivos chegaram a sais com escolta, na zona oeste, e houve casos de depredação.

 A greve

Os motoristas e cobradores de ônibus do Rio decidiram fazer uma paralisação de 24 horas  que começou às 0h desta sexta-feira. De acordo com o Sintraturb (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Município), a proposta de 8% de reajuste oferecida pela Rio Ônibus, que reúne os empresário do setor, foi negada durante assembleia realizada na noite de quinta-feira (28). Uma nova reunião entre a empresa e o Sintraturb deve acontecer às 10h de sexta-feira.Para Sebastião José, vice-presidente do sindicato, o aumento de 8% deveria estar atrelado a outras reivindicações, como cesta básica, plano de saúde e jornada de trabalho e seis horas.
— Tentamos desde janeiro uma posição da Rio Ônibus e, agora, ela apresenta um reajuste de 8%. É claro que ele é bem vindo, mas deveria estar atrelado as outras propostas que colocamos na mesa de negociação como cesta básica de R$ 200 sem descontos, tíquete alimentação de R$ 15 por dia, plano de saúde gratuito para o rodoviário e três dependentes, fim do banco de horas extras, jornada de trabalho de seis horas e o término imediato da dupla função, onde o motorista faz também o papel de cobrador.
Fonte: R7 

Esperamos que haja logo um entendimento para solução deste problema, pois o trabalhador honesto deve ser ouvido e respeitado. A população está sofrendo com a paralisação, mas trata-se de um pedido de socorro de uma classe muito importante da nossa sociedade, que precisa mesmo ser mais valorizada.
O bom diálogo e o bom senso não podem ficar de fora do processo de negociação, aliás, se estivessem sempre presentes, não chegaríamos a esse ponto. 

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