terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

TODOS OS BLOCOS DO RIO EM CONDIÇÃO IRREGULAR



Nenhum bloco do Rio tem autorização dos bombeiros para desfilar




Para secretário de Turismo, exigências da corporação são inviáveisEle defende uma legislação especifica para blocosAssociações de blocos concordam que atual legislação não se aplica à realidade

RIO - O secretário municipal de Turismo, Antônio Pedro Figueira de Mello, admitiu nesta terça-feira que nenhum bloco da cidade tem autorização dos bombeiros para desfilar. Segundo ele, os bombeiros fazem um nível de exigência elevado, o que aumentaria os gastos para os blocos, com isso nenhum deles teriam condições de arcar com as despesas como contratação de ambulâncias. Mello afirmou que quer discutir com o coronel Simões a criação de uma legislação específica para blocos. Segundo o secretário, o problema é que os bombeiros hoje tratam os blocos da mesma maneira em que tratam a liberação de um evento comum.Para o secretário as únicas que não se enquadram nessa categoria de bloco são os shows da Lapa e o Terreirão do Samba. Como exemplo ele citou o bloco do Afroreggae, como um dos que não teria condições de desfilar, pois caso fosse atender a todos as solicitações dos bombeiros, eles precisariam arrecadar R$ 130 mil.- Bloco não é evento, é uma manifestação cultural. Falta uma legislação clara que diferencie o bloco de carnaval de um evento - declarou o secretário Antônio de Mello.No sábado, problemas na dispersão do Cordão da Bola Pretaevidenciaram a falta de planejamento para o desfile dos blocos do Rio.Associações concordam que atual legislação não se aplica à realidadeDe acordo com o presidente da associação Folia Carioca, Ricardo Rabelo, que representa blocos das zonas Sul, Norte, Portuária e Centro, a atual resolução 013 da Secretaria de Segurança Pública trata blocos de carnaval como um show do Stevie Wonder na praia. Para ele, esse tratamento é inadequado e deveria ser mudado:— No município, o bloco entra com o pedido de autorização na Riotur e consegue a permissão dos demais órgãos. O problema maior é no âmbito estadual. É uma romaria colocar o bloco na rua. Você precisa ir à delegacia, Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros. Deveria ser criada uma legislação que concentrasse todos esses órgãos estaduais em apenas um, que poderia ser na Secretaria de Segurança Pública — opinou Rabelo.Segundo o presidente da Liga Carnavalesca Amigos do Zé Pereira, que reúne nove blocos da Zona Sul e do Centro, Rodrigo Rezende, exigências básicas do Corpo de Bombeiros como extintores de incêndio e ambulância já são cumpridas por alguns blocos. Ele lembra, porém, que em grupos com grande número de público, pedidos como um posto médico com a presença até de maqueiros são inviáveis:— O carnaval é um evento com data fixa. Ele precisa de planejamento. A discussão da regulamentação dos blocos é válida. Todos querem ficar 100%.Para a presidente da Sebastiana (Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro), Rita Fernandes, a atual resolução estadual para eventos não se aplica aos blocos de rua.— A lei existente se aplica a eventos patrocinados onde há como dimensionar o público. A legislação existente causa uma situação irreal à maioria dos blocos que não têm como cumprir com todas exigências. É preciso mudar a forma de olhar para os blocos — avaliou Rita.Para o professor Eurico de Lima Figueiredo, diretor do Instituto de Estudos Estratégicos da UFF, falta planejamento dos órgãos municipais e estaduais, entre eles, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Guarda Municipal, para eventos de massa como o carnaval de rua.— Não falta legislação, mas sim vontade política de assumir responsabilidades. O principal é o planejamento e integração. O estado deveria criar uma secretaria especial e extraordinária para mega eventos. Não dá para ficar contando apenas que Deus é brasileiro. Ficar dizendo que falta norma e lei é, mais uma vez, colocar uma cortina de fumaça no problema — avaliou o especialista.O secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Sérgio Simões, concorda com os argumentos do secretário Antônio Pedro. Segundo Simões, é necessário que as esferas municipal e estadual debatam e reavaliem as normas de segurança exigidas com o objetivo de definir as condições adequadas para os desfiles de blocos pelas ruas do Rio. “Acreditamos que seja uma maneira de viabilizar esta manifestação cultural com a segurança e o conforto que os foliões da cidade e os turistas merecem”, disse Simões.

Fonte: O Globo                        

Em primeiro lugar: se não tem autorização, não tem desfile. Porém o jeitinho brasileiro mais uma vez prevaleceu. É verdade que o assunto merece uma atenção especial que gire em torno da criação de uma legislação específica para os blocos, mas isso não é sinônimo de relaxamento no que diz respeito as normas de segurança. Não interessa que é caro, se é para garantir a segurança da população, a conta precisa ser paga por alguém. Se a organização de um bloco não tem recursos para pagar uma ambulância, maqueiros e médicos quando necessário pela grande concentração de pessoas, dentre outros itens fundamentais, não tem condições de realizar o evento. Concordamos sim com a diminuição da burocracia para a autorização dos eventos, através de um sistema mais unificado. Não concordamos em abrir mão de exigências relacionadas a segurança das pessoas, pois a vida humana não tem preço.

4 comentários:

  1. Valdelei Duarte, Sub.Ten.BM excluído covardemente.13 de fevereiro de 2013 17:46

    A pessoas e grupo de pessoas que querem sim a clandestinidade, tem muita coisa obscura por traz de toda essa clandestinidade, ou seja, tem uma meia dúzia de pessoas faturando com isso, e por traz vem também alguns seguimentos empresariais e comerciais, em dez anos o número de blocos no rio de Janeiro, e principalmente na zona sul, cresceu e muito. Cego é também aquele que não quer ver, entendem...

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  2. A NOSSA CORPORAÇÃO TAMBÉM ESTÁ IRREGULAR!!!!

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  3. QUE O SR SECRETARIO DE ESTADO E DEFESA CIVIL E CMT GERAL CBMERJ APRESENTE OS CERTIFICADOS DE APROVAÇÃO DAS UNIDADES DO CBMERJ EM TODO O ESTADO.

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  4. NO 2°GSFMA A ÁGUA QUE PREPARA OS ALIMENTOS;PARA BEBER E ETC... VEM DO POÇO QUE FICA AO LADO DA UNIDADE PRÓXIMO AO ESTACIONAMENTO E QUE TAMBÉM SE LAVAM AS VIATURAS DA UNIDADE E PASMEM O RABECÃO TAMBÉM!!!!!

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