quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

REPERCUSSÃO DA PRISÃO DO CORONEL NO JORNAL O DIA.

Reunião na Alerj termina na delegacia

Pudim denunciou ‘abuso de poder’ | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
 Deputado Geraldo Pudin PR

POR Diego Valdevino


Rio -  Uma reunião para discutir o reajuste salarial de militares do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar terminou na delegacia, na noite desta terça-feira, após uma confusão entre quatro deputados estaduais, um vereador e homens apontados como sendo agentes do Serviço Reservado (B2 e P2) das duas corporações.
Segundo os parlamentares Geraldo Pudim (PR) e Janira Rocha (Psol), que participavam da reunião na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), cerca de 100 bombeiros foram fotografados, filmados e intimidados no auditório e nas escadarias da Casa por militares que estavam à paisana e sob ordens de um coronel dos Bombeiros.
“Contamos 32 agentes que fotografavam e intimidavam quem saía da reunião. Um absurdo. Dei voz de prisão a todos eles, que depois se recusaram a ir à delegacia da Mem de Sá (5ª DP), onde registramos o caso como ‘abuso de poder’. Queremos saber se o presidente da Casa (Paulo Melo, do PMDB) sabia da entrada deles”, disse Geraldo Pudim.
Quem foi identificado por estar na reunião com certeza sofreria punições severas no quartel”, lembrou Janira Rocha, que também esteve na 5ª DP, com o vereador Márcio Garcia (PR). 
                                                   

Fonte: O dia online


Parabenizamos mais uma vez aos deputados citados acima, pela ação em defesa dos nossos valorosos militares. Esperamos que a justiça prevaleça, e que o episódio gere uma reflexão profunda nos "chefes" da corporação,  pois nenhum empasse será resolvido com intimidação e opressão.

2 comentários:

  1. Valeu Dep.Pudim! Enquadra esses mercenários, e escracha!!

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  2. DIGNIDADE: É atributo, qualidade da pessoa humana, tão importante que a Constituição brasileira elege, no inciso III do artigo 1º, como um dos fundamentos da República. Com isso, o Direito, isto é, o conjunto de normas que possibilitam certa organização da vida em sociedade, reconhece a dignidade do homem como valor imprescindível, que deve ser preservado e estimulado. A dignidade pode ser observada sob dois pontos de vista: subjetivo e objetivo. Do ponto de vista subjetivo, ela é o sentimento do homem sobre si mesmo, que lhe possibilita consciência sobre o existir no próprio espaço e em seu próprio tempo. Do ponto de vista objetivo, a dignidade é o respeito da comunidade pelo sujeito, a compreensão de seu valor intrínseco, com reconhecimento de suas características e peculiaridades. A dignidade está relacionada à autonomia do homem, à racionalidade de sua existência livre. No imperativo categórico, formulado pelo filósofo Immanuel Kant para dar sentido à ação humana, está implícita a dignidade, extraída da autodeterminação e do livre arbítrio. Encontra-se, em Kant, quando elaborado o imperativo categórigo relacionamento entre dignidade e comportamento ético. Kant afirmou:”Age como se a máxima da tua ação se devesse tornar, pela tua vontade, em lei universal da natureza” E mais: “Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal”. E principalmente: “Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio” (esse, segundo Kant, é o imperativo prático). O imperativo categórico de Kant pressupõe liberdade e autonomia, pois o conhecimento e a sensação, do ser humano, de ser único, nada mais é que a dignidade, que permanece em um mundo permeado de valores relativos que se alternam e modificam no decorrer da História. O homem é, sempre, fim. Ao estabelecer o imperativo categórico, Kant assumiu que o valor positivo da pessoa estende-se a toda a comunidade. Por isso é categórico. Assim, a dignidade deixa de ser atributo individual e interno da pessoa para alcançar a comunidade, devendo ser, por ela, protegida. A todos interessa, portanto, proteger e garantir a dignidade de cada um. A dignidade é atributo fundamental para a estrutura social e normativa criada para conquista e preservação dos direitos humanos. Está no preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos (Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948): “CONSIDERANDO que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da familia humana e seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo...”. A dignidadade, como atributo individual aplicado a todos os homens, categoricamente, como diria Kant, sustenta a liberdade em todos os seus aspectos e enfoques, conduzindo a comunidade à concretização do direito à saúde, à educação, ao lazer e a tudo o que pode promover a felicidade e a justiça.
    "Se cada um for invencível, não haverá problemas sem solução. Quando tivermos este espírito, o nosso potencial aumentará ainda mais e nenhum objetivo ficará sem ser concretizado. Todos os problemas terão solução, todos os sofrimentos serão transformados em felicidade." - Daisaku Ikeda

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