sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Covardia do comando vai parar na VEJA

Bombeiros espionam Facebook e e-mails para prender militares que criticaram a corporação
Justiça Militar quer saber como mensagens privadas foram parar com a Corregedoria do Corpo de Bombeiros. Grupo de 19 enfermeiros passou quatro dias em detenção.

Na última segunda-feira, um grupo de 19 bombeiros militares do Rio de Janeiro foi surpreendido com ordens de prisão. Todos são enfermeiros da corporação, encarregados, por exemplo, de socorrer vítimas de acidentes nas estradas. O erro que motivou a punição: todos debatiam, pelo Facebook e por e-mail, questões consideradas internas dos quartéis. Os 19 passaram quatro dias detidos em vários batalhões e foram libertados na quinta-feira, por força de uma liminar expedida pela Justiça Militar, assinada pela juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, concedendo habeas corpus ao grupo.
A decisão da juíza, em face do pedido do advogado Carlos Azeredo, que representou um dos bombeiros, virou o feitiço contra o feiticeiro. Para a magistrada, as provas apresentadas pela Corregedoria do Corpo de Bombeiros para embasar as prisões foram colhidas de forma ilegal, pois os e-mails, as páginas de Facebook e todas as mensagens trocadas pelo grupo são privados, não passíveis de monitoração pela instituição militar. Diz a juíza, em seu despacho: “O ilustríssimo corregedor interno da corporação determina a instauração da sindicância para apurar conduta dos militares envolvidos, visto que os mesmos postaram comentários inadequados em rede social, bem como através de e-mail, tornando público comentários que concorrem para o desprestígio da corporação’, tudo sem mencionar como foram obtidos tais comentários e conteúdos de e-mails”.
A juíza ainda faz uma observação: “Ressalte-se, o e-mail em tela não pertence à corporação, não se trata de e-mail funcional, mas sim privado, pertencente ao Hotmail. Sequer no relatório da Sindicâncias encontra-se demonstrado como foram acessados o grupo fechado no Facebook e os e-mails (...)”.
A página em questão, denominada GSE CBMERJ - sigla de Grupo de Salvamento e Emergência - Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro - foi criada com alguns cuidados. Entre eles o de deixar claro que o objetivo da iniciativa não era o de comandar greves ou ‘amotinar’ militares – um zelo para evitar que a iniciativa fosse confundida com o movimento grevista que resultou na prisão e na expulsão de bombeiros do Rio e da Bahia, em 2011. Uma cópia desses e-mails foi anexada ao processo. Na mensagem do dia 6 de setembro de 2012, a cabo Viviane Ferreira Carvalho, escrevendo para os colegas, diz o seguinte: “Não estou aqui propondo uma revolução, uma manifestação nem muito menos uma greve, odeio ser militar, mas somos, e tudo podemos propor e resolver com o regulamento, com leis e com normas que estão à disposição de todos”.
A bola, agora, está com a corregedoria. A juíza afirma, ainda, que o corregedor “deverá explicitar, especificamente, o modo como foram acessados o grupo fechado da rede social Facebook e a conta de e-mail pertencente a Viviane Ferreira Carvalho”.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/bombeiros-espionam-facebook-e-e-mails-para-prender-militares-que-criticaram-a-corporacao.

 
 
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Para aqueles que insistem em minimizar a nossa vitória, eis a prova cabal que dimensiona o tamanho da nossa conquista. A revista veja publicou hoje em sua versão online a antológica vitória jurídica do nosso movimento, em detrimento das praticas arbitrárias e arcaicas utilizadas pelo comando do Corpo de Bombeiros.

Depois de fazer uma narrativa a respeito da prisão dos 20 militares de enfermagem, por observar ou fazer parte de uma comunidade numa rede de relacionamentos, a revista faz menção ao habeas corpus conseguido na auditoria militar e como o corregedor da instituição passou de protagonista da acusação, a réu.

Após uma minuciosa avaliação nos autos (IPM), a Exma. Juíza da auditoria militar Ana Paula Monte Pena Bastos notou a ausência de explicações a respeito de um e-mail particular que dava origem a todo processo. Resultado, a magistrada deferiu o HC pondo em liberdade todos os militares, determinando ainda que o corregedor desse explicações em até 05 (cinco) dias, como ele interceptou o e-mail particular de uma militar que fazia parte de uma comunidade fechada no facebook.

O cerne da questão é: NÃO PODEMOS RASGAR A CONSTITUIÇÃO! Ou seja, até os militares (praças ou oficiais) são cidadãos; até mesmo os coronéis estão sujeitos e ao regulamento disciplinar, a carta magna e a justiça. Já passamos da época de outrora, onde a punição de militares era baseada no “RD EU QUERO”.

Espero que esse episódio estimule os bombeiros, a mudarem a postura passiva sempre que seus direitos constitucionais forem preteridos. Todavia, sem esquecer a hierarquia e disciplina.


VIVA A CONSTITUIÇAO, VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO!

   

3 comentários:

  1. Pega essa corregedoria!

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  2. De agora em diante esses coronéis vão pensar muitas vezes antes de querer punir um militar que esta usando seu direito de cidadão que é,
    Se eles ainda não perceberam as coisas estão mudando e continuarão mudando, ou eles aprendem a comandar a tropa com respeito aos chefes de família que estão lá ou irão se complicar com a sra justiça.

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    1. Espero que se enrolem mesmo com a justiça, pois chega de covardia. Eles estão sendo desmascarados uma vez atrás da outra., até dentro da Alerj eles passaram vergonha. Deus é o Nosso Juiz.

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