Com pendências, sede da prefeitura é liberada


Corpo de Bombeiros notifica município, mas não vê motivo para interditar o Centro Administrativo São Sebastião. Edifício está em desacordo com normas anti-incêndio. POR FLAVIO ARAÚJO


Rio -  O Centro Administrativo São Sebastião, popularmente conhecido como ‘Piranhão’, sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, está liberado para funcionar, mesmo com problemas em aberto. O prédio foi vistoriado ontem pelo Corpo de Bombeiros, que notificou a administração municipal sobre a necessidade de ajustes apontados por equipetécnica.

A corporação não detalhou que pendências foram encontradas no edifício, mas ressaltou que não há razão para interdição da torre. Nova vistoria deve ser realizada em 180 dias.
A informação de que o local funcionava sem a autorização dos bombeiros em relação às normas de incêndio e pânico foi dada com exclusividade pelo jornalista Fernando Molica na coluna ‘Informe do DIA’, no domingo.
FORÇA-TAREFA
O comandante dos bombeiros e secretário estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões, determinou ainda que os cerca de 30 quartéis da corporação no estado façam, em média, 100 vistorias por mês. A meta de Simões é realizar 40 mil fiscalizações em 2013.
Para o ex-prefeito e vereador Cesar Maia (DEM), a medida foi motivada pelas mortes na boate Kiss, no Rio Grande do Sul. “Antes da tragédia de Santa Maria, O DIA informou que o Corpo de Bombeiros contava apenas com 200 homens nesta tarefa e que iria aumentar para 500. Isso em todo o Estado do Rio e num regime de 24 horas por 72 horas de descanso. E que, progressivamente, iria sendo feita a fiscalização nos imóveis da Prefeitura do Rio”, criticou o vereador.
Entre as edificações que funcionavam precariamente estavam uma escola municipal — a Campos Sales, na Praça da República, no Centro —; a sede da Defesa Civil da cidade, em Vila Isabel; a Geo-rio, em São Cristóvão, e a Vigilância Sanitária Municipal, no Centro. Na época, a Prefeitura admitiu que os prédios eram muito antigos e precisavam de adequações. Questionada pelo DIA sobre as condições atuais de seus 14 prédios, a Prefeitura do Rio não respondeu.
Outros prédios sem habite-se
Outros prédios municipais podem estar na mira dos bombeiros. Em 2009, 14 deles funcionavam sem o habite-se, documento emitido pela própria prefeitura e que atesta as normas de segurança. Na ocasião, o prefeito Eduardo Paes determinou que a questão fosse resolvida ‘o mais rápido possível’.
Cesar questiona a velocidade da ação. “São quatro anos. O que se alegava, na época, é que a prefeitura tinha uma Defesa Civil comandada por um coronel-bombeiro com grande experiência e prestígio (Sérgio Simões, que hoje comanda a pasta estadual). Tinha brigada de incêndio treinada. E que, portanto, era formalidade, pois a prioridade estava em fiscalizar o setor privado”. Fonte: O DIA
Olha o jeitinho brasileiro aí de novo !
A grande tragédia expôs de fato toda fragilidade de um sistema preventivo de fiscalização que não funciona.

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