segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Ex Cabo do Bombeiro expulso por reivindicar melhores salários e condições de trabalho participa do salvamento dos bombeiros envolvidos na queda do helicóptero.

UM SIMPLES GESTO DE UNIÃO QUE PODE AJUDAR


Com a participação do bombeiro excluído CB BM SALVADOR no incidente envolvendo a aeronave do GOA, abriu-se mais uma vez espaços na mídia para discutimos a situação que foram lançados os 14 país de famílias que lutavam apenas por dignidade para todos os membros de nossa corporação. Agradeço a todos os espaços democráticos que veicularam com lisura e transparência o acontecimento no posto 3 de Copacabana como: blog do garotinho, odiaonline, extraonline, soubombeiro.com, sospmerj  e outros mais...
Gostaríamos de pedir aos freqüentadores do site que curtam, publiquem, republiquem, compartilhem em facebook, twiter, e-mails e afins, o máximo de informações sobre esse resgate e seus desdobramentos. Imaginamos com isso, que uma oportunidade singular poderá ser conseguida na mídia, em prol de externamos a situação de dificuldade vivenciada pelos excluídos e a opressão atual vivida pelos membros de nossa briosa corporação.
Lembrem-se, a UNIÃO é o fator fundamental para continuarmos na luta.

Quem puder compartilhar:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=267066426752753&set=a.180685558724174.38341.100003481941194&type=1&relevant_count=1

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

PSOL precisa de mais um vereador para montar a chapa de oposição.

Jorge Felippe prefere adversários por perto

Presidente da Câmara afirma que partidos de oposição são bem-vindos em sua chapa

POR Rozane Monteiro
Rio -  Titular da única chapa apresentada até agora para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal, o atual presidente da Casa, Jorge Felippe (PMDB), está em plena negociação para seduzir quem anda ameaçando concorrer com ele dia 1º de janeiro. Não que o vereador, correligionário do prefeito Eduardo Paes, corra o risco de não ser reeleito numa casa em que pelo menos 40 dos 51 vereadores são fiéis à base. Mas não custa poupar aborrecimento.
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
“De que adianta um partido marcar posição? Não é melhor estar na Mesa?”, perguntou Jorge Felippe, em entrevista ao DIA na sexta-feira. O recado tinha endereço certo. Entre os partidos a que o presidente se refere como “de esquerda”, o Psol — que este ano elegeu quatro vereadores — andou pensando em lançar uma chapa só para, justamente, “marcar posição”, como um psolista já admitiu na semana passada. Mas o Psol não promete oposição ferrenha à base, presidente?

Jorge Felippe é didático com quem acha que situação e oposição não podem, por natureza, estar lado a lado: “A composição da Mesa Diretora nada tem a ver com situação ou oposição. É uma questão institucional, é uma representação dos partidos baseada no princípio da proporcionalidade. Estamos fazendo uma proposta de unidade da Câmara.”

Hoje, a Mesa Diretora é composta por PMDB, PDT, DEM, PSC, PSDC e PV. Dessas legendas, a única considerada realmente de oposição é DEM, que tem entre os três vereadores eleitos o ex-prefeito Cesar Maia. PDT, PSC e PSDC integraram a aliança que reuniu o PMDB de Paes e outros 19 partidos. O PV teve candidata própria contra o prefeito, Aspásia Camargo. Mas hoje o único representante verde na Câmara — Paulo Messina, reeleito — não é considerado, exatamente, de oposição.

Costeando o alambrado

Falta saber o que os dois vereadores do PDT — Leonel Brizola Neto e Jorge Manaia — vão fazer. Insatisfeito com a relação da bancada com o prefeito, o neto do ex-governador dá sinais de que o apoio da legenda ao governo na Câmara subiu no telhado.

Há quem aposte que a dupla vai, cada vez mais, se apresentar como “independente”, motivar o lançamento de uma chapa “de esquerda” contra Jorge Felippe e passar para o outro lado de vez em 2013. Uma hipótese seria se unir aos quatro vereadores do Psol. Como o número necessário para uma chapa é sete, ficaria faltando apenas um nome.

A tarefa seria fácil se o Psol não tivesse aversão a alianças com partidos que não se alinham aos princípios programáticos e políticos da legenda. Como na Câmara a oposição está representada pelo DEM de Cesar Maia, pelo PR de Anthony Garotinho e pelo PSDB de Fernando Henrique Cardoso...

Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/brasil/jorge-felippe-prefere-advers%C3%A1rios-por-perto-1.526719



Câmara do Rio adia tombamento do antigo Museu do Índio


Protesto de índios e ativistas sociais contra destruição do prédio do antigo Museu do Índio para as obras do Maracanã (Arquivo: Vadimir Platonow/Ag.Brasil)
Rio de Janeiro – A Câmara dos Vereadores do Rio decidiu adiar para a próxima semana a votação do tombamento do prédio do antigo Museu do Índio, ameaçado de demolição por causa das obras de reforma do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. As galerias do plenário ficaram lotadas desde o início da tarde de ontem (20), com manifestantes a favor da preservação do imóvel, onde começou o Serviço de Proteção ao Índio, comandado pelo marechal Cândido Rondon.
Apesar da pressão popular, a matéria só foi colocada em votação depois das 22h, quando já não havia o quórum mínimo necessário para a aprovação, de 26 parlamentares. Mesmo assim, os vereadores presentes votaram o projeto de tombamento, que registrou 18 votos a favor e nenhum contra, pois a bancada do governo já havia se retirado.
O cacique Carlos Tukano, que lidera a ocupação do prédio pelos índios, que fundaram a Aldeia Maracanã, fez questão de acompanhar a sessão e disse que haverá resistência à tentativa de retirá-los do imóvel. “Não vamos arredar o pé. Estamos recebendo gente de outros estados para resistir. Queremos que o Brasil mostre ao mundo que respeita os índios, os primeiros habitantes desta terra. Se algo acontecer, será muito ruim para a imagem do país lá fora”, declarou.
O vereador Reimont (PT), um dos autores da proposta de tombamento do Museu do Índio, juntamente com Eliomar Coelho (PSOL) e Leonel Brizola Neto (PDT), lamentou a postura da Câmara. “Nós perdemos a oportunidade de dizer ao mundo que a cultura indígena pode ser preservada sem prejudicar o sucesso da Copa e das Olimpíadas. Ao não oferecer quórum, a Câmara não cumpriu o seu papel”, criticou.
O presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB), disse que a matéria poderá entrar em pauta na próxima quarta-feira (26). Outro projeto de tombamento, o da Escola Municipal Friedenreich, que funciona ao lado do Maracanã e também está ameaçada de demolição, não pôde ser votado porque foi apresentada emenda à matéria, forçando um novo trâmite entre as comissões da Casa, o que só deverá estar concluído no próximo ano.
Os vereadores aprovaram o orçamento para 2013 e também o projeto que institui o campo de golfe olímpico, na Barra da Tijuca, em um processo que inclui aumento de gabarito para construção de edifícios, e a redução de 58 mil metros quadrados de uma área de proteção ambiental (APA). Duas emendas apresentadas de última hora foram aprovadas, garantindo a isenção total de impostos municipais do futuro campo de golfe.
Após o encerramento da última sessão, que terminou por volta das 22h30, os manifestantes deixaram o prédio da Câmara protestando e acabaram entrando em conflito com o vereador Luis Carlos Ramos (PSDC), da base do governo, que estava em um bar próximo. O parlamentar permaneceu no banheiro do estabelecimento e só saiu escoltado pela Polícia Militar, chamada para controlar o tumulto. Mesmo assim, o vereador foi hostilizado pelos manifestantes.
Edição: Graça Adjuto
 
Fonte: http://www.ebc.com.br/2012/12/camara-do-rio-adia-para-a-proxima-semana-tombamento-do-antigo-museu-do-indio
 

sábado, 15 de dezembro de 2012

AGU defende no Supremo norma federal que concede anistia a policiais e bombeiros militares


A Advocacia-Geral da União (AGU) elaborou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo norma federal que concede anistia aos policiais e bombeiros militares vinculados a vários Estados da Federação e punidos por participação em movimentos reivindicatórios por melhorias salariais e de condições de trabalho.


A norma é discutida na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 4869 proposta pelo Procurador-Geral da República contra a Lei Federal nº 12.505/2011. O autor questiona que a União não teria competência para conceder anistia relativamente a infrações administrativas cometidas por servidores estaduais.

A Secretaria-Geral de Contencioso (SGCT) manifestou-se pela improcedência do pedido, devendo ser declarada a constitucionalidade da Lei federal. Segundo o órgão da AGU, quando o tema envolver interesses de mais de um Estado, como é o caso, ou necessitar de um disciplinamento uniforme em todo o território nacional, a União deverá regular a matéria. O objetivo é evitar conflitos federativos.

O Procurador-Geral da República aponta ainda que a concessão de anistia pela federação aos policiais e bombeiros militares estaduais, nos moldes contemplados pela lei em exame, seria incompatível com a Constituição Federal, pois os membros possuem vínculo com os Estados e subordinam-se aos respectivos Governadores.

No entanto a manifestação da AGU destaca que a competência também cabe à União, pois a Lei Federal não instituiu anistia para militares de um único Estado do Brasil, mas dirigiu o benefício para diversos Estados, ou seja, ela é interestadual e não pode ser regulada por um único ente, sob pena de haver tratamento legislativo discriminatório.

O caso é analisado no STF pelo ministro relator Dias Toffoli.

A SGCT é o órgão da AGU responsável pelo assessoramento do Advogado-Geral da União nas atividades relacionadas à atuação da União perante o STF.

Ref.: ADI nº 4869 - STF

Leane Ribeiro

 

Fonte: http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=visualiza_noticia&id_caderno&id_noticia=94293

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

PF apura acusação de fraude em eleição no Rio

A Polícia Federal apura uma acusação de que houve fraude nas eleições municipais no Estado do Rio de Janeiro a partir da violação na transmissão dos votos pelo sistema online do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo afirmações de um hacker, que pediu para não ter o nome publicado, colegas alterariam a pedido de políticos e partidos o resultado das eleições antes da totalização dos votos pela Justiça Eleitoral.
Isso ocorreria, segundo ele, por meio da obtenção fraudulenta de login e senha de acesso ao sistema. As investigações começaram a partir de suas declarações. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Ele diz que a invasão ocorreria depois da transmissão de 50% dos dados das urnas eletrônicas para o Tribunal Regional Eleitoral. Segundo o hacker, a invasão teria sido feita por meio do sistema de transmissão de dados online da empresa de telecomunicações Oi. A Oi informou, por meio de sua assessoria, que o sistema é seguro.
O TSE, que também já manifestou várias vezes em ocasiões anteriores que o sistema é seguro, disse que só se pronunciará caso o resultado de alguma votação seja questionado judicialmente. O inquérito para apurar o caso foi aberto pela PF antes do segundo turno. No dia das eleições (28 de outubro), a corporação acompanhou a "invasão" junto com o hacker delator, mas afirma que nada foi comprovado.

 Fonte: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2012/12/14/pf-apura-acusacao-de-fraude-em-eleicao-no-rio/

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Muito bom! Militar anula punições ilegais.

Militar não pode ser punido antes de se defender Por Jomar Martins A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região manteve sentença que anulou uma punição com detenção porque o comandante não deu chance de defesa ao militar e ainda aplicou pena mais severa do que a indicada pela comissão processante. A decisão foi tomada na sessão de julgamento ocorrida dia 5 de dezembro. O desembargador que relatou a Apelação em Reexame Necessário, Fernando Quadros da Silva, reconheceu que o episódio representou clara afronta ao devido processo legal — formal e material —, à ampla defesa, ao contraditório e, sobretudo, ao dever de motivação, conforme dispõe os artigos 5º, incisos LIV e LV, e 37, da Constituição Federal. A advogada Sue Ellen Pan y Agua Sevalt Ferreira foi a juízo contra ato do comandante da 2ª Companhia Engenharia de Combate Mecanizada do Exército, sediada em Alegrete (RS), que determinou detenção disciplinar, por dez dias, de Júnior de Oliveira Ferrari. No Habeas Corpus, ela sustentou a ilegalidade do Inquérito Policial-Militar (IPM) e do Procedimento Administrativo-Disciplinar (PAD) que embasaram a prisão, tendo em vista a insuficiência de provas e a inobservância dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Afinal, a comissão processante concluiu pela aplicação da pena de detenção por três dias e o militar foi penalizado com dez dias. Conforme a sentença, o militar punido transgrediu a disciplina do Exército, em fato ocorrido no dia 11 de novembro de 2011. Ele teria ‘‘deixado de empenhar-se para que não ocorresse falha no serviço, de fiscalizar a execução do serviço, de controlar o rodízio de descanso dos guardas, de passar em revista aos militares da guarda e de verificar se as sentinelas tinham pleno conhecimento das ordens particulares relativas aos seus postos’’. O juiz federal substituto Aderito Martins Nogueira Júnior, da Vara Federal de Uruguaiana (RS), disse que a decisão que agravou de três para dez dias o prazo de detenção disciplinar não conta com qualquer fundamentação ou justificativa. Da mesma forma, entendeu que houve desrespeito à norma do artigo 35, inciso VIII, do Decreto 4.346/02, a qual exige que a decisão punitiva aplicada em expediente disciplinar militar fundamente, de forma objetiva e direta, o eventual não-acolhimento de alegações formuladas ou de provas apresentadas. Assim, o magistrado reconheceu a nulidade do PAD e, por consequência, da pena de detenção imposta ao autor. Com base no artigo 648, inciso VI, do Código de Processo Penal (CPP), e no artigo 35 do Regulamento Disciplinar do Exército, concedeu o Habeas Corpus.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Voto Eletrônico: Hacker revela no Rio como fraudou eleição

Voto Eletrônico: Hacker revela no Rio como fraudou eleição

Um novo caminho para fraudar as eleições informatizadas brasileiras foi apresentado ontem (10/12) para as mais de 100 pessoas que lotaram durante três horas e meia o auditório da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (SEAERJ), na Rua do Russel n° 1, no decorrer do seminário “A urna eletrônica é confiável?”, promovido pelos institutos de estudos políticos das seções fluminense do Partido da República (PR), o Instituto Republicano; e do Partido Democrático Trabalhista (PDT), a Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini.
Acompanhado por um especialista em transmissão de dados, Reinaldo Mendonça, e de um delegado de polícia, Alexandre Neto, um jovem hacker de 19 anos, identificado apenas como Rangel por questões de segurança, mostrou como -- através de acesso ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro, sob a responsabilidade técnica da empresa Oi – interceptou os dados alimentadores do sistema de totalização e, após o retardo do envio desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, modificou resultados beneficiando candidatos em detrimento de outros - sem nada ser oficialmente detectado.
“A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”, explicou Rangel, ao detalhar em linhas gerais como atuava para fraudar resultados.
O depoimento do hacker – disposto a colaborar com as autoridades – foi chocante até para os palestrantes convidados para o seminário, como a Dra. Maria Aparecida Cortiz, advogada que há dez anos representa o PDT no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assuntos relacionados à urna eletrônica; o professor da Ciência da Computação da Universidade de Brasília, Pedro Antônio Dourado de Rezende, que estuda as fragilidades do voto eletrônico no Brasil, também há mais de dez anos; e o jornalista Osvaldo Maneschy, coordenador e organizador do livro Burla Eletrônica, escrito em 2002 ao término do primeiro seminário independente sobre o sistema eletrônico de votação em uso no país desde 1996.
Rangel, que está vivendo sob proteção policial e já prestou depoimento na Polícia Federal, declarou aos presentes que não atuava sozinho: fazia parte de pequeno grupo que – através de acessos privilegiados à rede de dados da Oi – alterava votações antes que elas fossem oficialmente computadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
A fraude, acrescentou, era feita em beneficio de políticos com base eleitoral na Região dos Lagos – sendo um dos beneficiários diretos dela, ele o citou explicitamente, o atual presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Paulo Melo (PMDB). A deputada Clarissa Garotinho, que também fazia parte da mesa, depois de dirigir algumas perguntas a Rangel - afirmou que se informará mais sobre o assunto e não pretende deixar a denúncia de Rangel cair no vazio.
Fernando Peregrino, coordenador do seminário, por sua vez, cobrou providências:
“Um crime grave foi cometido nas eleições municipais deste ano, Rangel o está denunciando com todas as letras - mas infelizmente até agora a Polícia Federal não tem dado a este caso a importância que ele merece porque ele atinge a essência da própria democracia no Brasil, o voto dos brasileiros” – argumentou Peregrino.
Por ordem de apresentação, falaram no seminário o presidente da FLB-AP, que fez um histórico do voto no Brasil desde a República Velha até os dias de hoje, passando pela tentativa de fraudar a eleição de Brizola no Rio de Janeiro em 1982 e a informatização total do processo, a partir do recadastramento eleitoral de 1986.
A Dra. Maria Aparecida Cortiz, por sua vez, relatou as dificuldades para fiscalizar o processo eleitoral por conta das barreiras criadas pela própria Justiça Eleitoral; citando, em seguida, casos concretos de fraudes ocorridas em diversas partes do país – todos abafados pela Justiça Eleitoral. Detalhou fatos ocorridos em Londrina (PR), em Guadalupe (PI), na Bahia e no Maranhão, entre outros.
Já o professor Pedro Rezende, especialista em Ciência da Computação, professor de criptografia da Universidade de Brasília (UnB), mostrou o trabalho permanente do TSE em “blindar” as urnas em uso no país, que na opinião deles são 100% seguras. Para Rezende, porém, elas são "ultrapassadas e inseguras". Ele as comparou com sistemas de outros países, mais confiáveis, especialmente as urnas eletrônicas de terceira geração usadas em algumas províncias argentinas, que além de imprimirem o voto, ainda registram digitalmente o mesmo voto em um chip embutido na cédula, criando uma dupla segurança.
Encerrando a parte acadêmica do seminário, falou o professor Luiz Felipe, da Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que em 1992, no segundo Governo Brizola, implantou a Internet no Rio de Janeiro junto com o próprio Fernando Peregrino, que, na época, presidia a Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj). Luis Felipe reforçou a idéia de que é necessário aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro - hoje inseguro, na sua opinião.
O relato de Rangel – precedido pela exposição do especialista em redes de dados, Reinaldo, que mostrou como ocorre a fraude dentro da intranet, que a Justiça Eleitoral garante ser segura e inexpugnável – foi o ponto alto do seminário.
Peregrino informou que o seminário será transformado em livro e tema de um documentário que com certeza dará origem a outros encontros sobre o mesmo assunto - ano que vem. Disse ainda estar disposto a levar a denuncia de Rangel as últimas conseqüências e já se considerava um militante pela transparência das eleições brasileiras: “Estamos aqui comprometidos com a trasnparência do sistema eletrônico de votação e com a democracia no Brasil”, concluiu. (OM)

Fonte: http://pdt.org.br/index.php/noticias/voto-eletronico-hacker-revela-no-rio-como-fraudou-eleicao

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Tudo por uma vida: bombeiro mergulha em água de esgoto para salvar uma mulher

Gritos de socorro chamaram a atenção do sargento Rennato Neves Motta e seus colegas, enquanto atendiam a uma ocorrência de capotamento na avenida Brasil, no Rio de Janeiro/RJ, na madrugada de 16 de março de 2012. Alertado por militares do quartel da Marinha, em frente ao local do acidente, ele deparou-se com uma senhora se afogando em um poluído canal que leva ao mar. Sem hesitar, o bombeiro do Quartel de Ramos atirou-se à água e, mesmo não sendo um especialista em salvamento aquático, salvou uma vida em condições surpreendentes e impróprias. Exausto e sentindo os sintomas da ingestão de água contaminada, soube que a vítima, agora arrependida, havia tentado o suicídio e que vinha sendo arrastada pela correnteza por 100 metros. Sobre a marcante experiência, o sargento de 32 anos conversou com a Revista Emergência.

Bombeiro salva mulher em água de esgoto

COMO ACONTECEU O SOCORRO?
Recebemos, por volta de meia-noite, um chamado para capotagem de veículo. Lá, nos deparamos com três vítimas com ferimentos leves. Durante o atendimento, ouvimos chamados desesperados vindos do quartel da Marinha, bem em frente ao local do socorro. Parte da guarnição cruzou as pistas para ver o que estava acontecendo. Foi quando cheguei à margem do rio e avistei uma senhora arrastada pela correnteza.
POR QUE DECIDIU PULAR?
A vítima estava com a cabeça submersa e os braços estendidos na água, já tomada pelo cansaço e entregue à própria sorte. Não restou alternativa e me lancei naquela água imunda, nadei até ela e a reboquei com dificuldade até a margem. A guarnição nos auxiliou a sair do rio, segurando o colega cabo Antônio de Oliveira pelos braços. Ele serviu de apoio enquanto providenciavam a escada.

COMO FICOU O ATENDIMENTO INICIAL?
As vítimas já estavam na ambulância. Então, não houve nenhum prejuízo ao socorro. Parte da guarnição correu para a margem do rio e outra permaneceu atendendo a estas vítimas.
O SOCORRO EXIGIU UMA REAÇÃO RÁPIDA?
Conforme a senhora era arrastada, chegava próxima a um canal e, se caísse ali, a perderíamos de
vista. Ela cairia na rede pluvial e dali iria para mar aberto, na Baía de Guanabara. A chance de pular
era naquela hora. Não tive nem três segundos para pensar.
ELA ESTAVA INCONSCIENTE?Não, mas muito cansada. Quando a abordei, travamos uma verdadeira luta. Na ânsia de se salvar, ela me puxou para baixo em duas oportunidades, o que fez com que eu ingerisse também água contaminada. Quando a retirei, eu vomitei umas quatro vezes e também fui para o hospital. Tomei o medicamento e fiquei alguns dias em alerta.
A ÁGUA INGERIDA ERA MUITO POLUÍDA?O Inea (Instituto Estadual do Ambiente) coletou água para análise. O índice de balneabilidade, que é a água que o corpo humano pode ter contato, é de até mil coliformes fecais a cada 100 mililitros. Ali, havia 3,3 milhões em cada 100 ml. Era água de esgoto mesmo.
QUAL A PROFUNDIDADE DO RIO?
Deve ter, no mínimo, uns oito metros. É um rio Por Rafael Geyger com seis metros de largura, tanto que tive que pular como se estivesse mergulhando em uma piscina, pois a vítima estava na outra margem. Com o rio em um nível mais baixo, dá para ver pedaços de vergalhões, de madeira e objetos enferrujados.
ESTAVA CONSCIENTE DOS RISCOS?Na hora, eu não pensei em nada. Só tive o ímpeto de pular e trazer aquela senhora de volta ao seio da sua família, mesmo que para isto custasse a minha vida. Foi isto que eu prometi quando ingressei no CBMERJ. Claro que em sã consciência eu não aconselho ninguém a fazer isto.
TEVE ALGUM MEDO DURANTE A AÇÃO?
O medo faz parte. O bombeiro que não tem medo de nada é irresponsável, mas controlar este medo
é importante, pois ele sempre corre em direção ao perigo, enquanto os outros homens correm em direção contrária. Coragem é isto, a capacidade de fazer algo mesmo quando morre de medo.
O SOCORRO FUGIU DA SUA ESPECIALIDADE?
Fomos chamados para uma capotagem, não para uma tentativa de suicídio. Não estávamos preparados psicologicamente para aquele momento. E outra: sou um bombeiro combatente, não sou um guarda-vidas. Não tenho tanta aptidão em salvamento aquático.
PARA A VÍTIMA, FOI UM MOMENTO DE SORTE?A sorte dela foi que a gente estava ali no local. Se fosse um dia normal, os militares da Marinha estariam no interior do quartel, ela teria passado despercebida por ali e talvez estivesse desaparecida até hoje e a família sem saber o que aconteceu. Foi Deus que nos colocou ali para atender a um outro socorro.
QUE MARCAS A EXPERIÊNCIA DEIXA?O socorro me deixou extremamente satisfeito e orgulhoso em pertencer à corporação. Nunca tinha visto um trabalho de equipe tão bem coordenado e executado como este. Vi nos meus dez colegas que atuaram a segurança de quem sabe o que está fazendo.
 
Fonte:http://www.profissaobombeiro.com/2012/11/tudo-por-uma-vida-bombeiro-mergulha-em.html

sábado, 8 de dezembro de 2012

Polícia Militar investiga abuso e toque de recolher na UPP Borel

Disparos no alto do morro levaram os policiais a fazer a "recomendação", diz assessoria da Polícia; versão é combatida por moradores da comunidade que estão "apreensivos".

Polícia Militar já tem a sua versão para o suposto toque de recolher do último dia 28, que mobilizou os moradores do Morro do Borel, anteontem, na Tijuca. Enquanto o comandante das Unidades de Polícia Pacificadora, Rogério Seabra, diz que vai investigar se tal medida realmente ocorreu, a asssessoria garante que policiais da UPP tomaram a decisão após ouvir disparos no alto do morro, temendo por um conflito.
Moradores protestam contra suposto toque de recolher na comunidade%2C que estaria sendo imposto por PMsA versão, no entanto, continua sendo rebatida por alguns moradores. A assistente social e moradora do Borel, Cláudia Marques, 40 anos, afirma que não houve disparos. “Isso é uma versão para eles responsabilizarem a comunidade. Ninguém comentou sobre estes tiros. Estamos denunciando apenas alguns policiais”, lembrou. O comando das UPPs já tem os nomes dos quatro policiais acusados de cometerem arbitrariedades.Operação Pandora: Policial civil agia como infiltrado da milícia na Corregedoria, diz MP“São mais de 200 policiais naquela UPP e vamos tentar descobrir quem são esses denunciados, para saber o que aconteceu. Dialogamos com a população no mesmo dia do protesto, mas estamos apurando se houve isso (toque de recolher) ”, comentou Rogério Seabra.Mesmo após o protesto, alguns moradores ainda demonstram medo de que outras noites com toque de recolher aconteçam no Borel. “Vamos continuar cobrando explicações do comando das UPPs. O toque de recolher e as ameaças não podem acontecer mais. Estamos apreensivos”, disse Mônica Santos, integrante do Movimento Ocupa Borel.Para Leonardo Mota, o MC Leonardo, presidente da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk do Rio, até o ritmo musical não é bem visto nas comunidades pacificadas. “Alguns PMs nos encaram como marginais. Tocar em algumas favelas é complicado”, contou.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

PM baleado no Alemão passa por cirurgia e estado de saúde é muito grave

O cabo da Polícia Militar Fábio Barbosa, de 26 anos, passou por uma cirurgia nesta quarta-feira no Hospital da Polícia Militar, no Estácio, Zona Norte do Rio. Ele foi baleado por bandidos no Morro da Fazendinha, no Complexo do Alemão, no início desta madrugada. Ele está internado em estado muito grave. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) reforçou o policiamento no interior da comunidade.Foto: Osvaldo Praddo/Agência O DiaMilitar foi levado inicialmente para o Getúlio VargasDe acordo com colegas do cabo, ele e outros seis policiais militares da UPP faziam um patrulhamento a pé na localidade conhecida como Areal, que fica no fim da Rua Joaquim de Queiróz, no Morro da Fazendinha. O local foi usado como rota de fuga em massa de bandidos durante uma perseguição por um helicópeto da polícia, pouco antes da ocupação das comunidades da região pelas forças de segurança do Rio, em novembro de 2010. Leia mais:  Policial de UPP é baleado em ataque de bandidos no Complexo do AlemãoOs sete policiais foram surpreendidos por bandidos e atacados a tiros. Houve revide, mas o cabo Fábio foi baleado. Atingido na perna e na cabeça, ele foi socorrido inicialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão. Depois, o PM foi levado para o Hospital Getúlio Vargas (HGV), na Penha. Após cerca de duas horas e por falta de neurocirurgião, o militar foi transferido para o Hospital da PM. Outros dois PMs da UPP sofreram escoriações, como arranhões, durante o confronto e chegaram a ir para a UPA do Alemão, mas foram liberados.Durante a madrugada viaturas do 16º BPM (Olaria) e de UPPs do Complexo do Alemão circularam pela principais vias do entorno das comunidades. Ninguém foi preso e não há informações de apreensões de armas e drogas.Semana tensa O clima no omplexo de favelas da região já havia ficado tenso na terça-feira da semana passada, quando Gledson Paiva de Souza Silva, conhecido como Novinho, de 23 anos, morreu em confronto com policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Nova Brasília, vizinha à Vila Cruzeiro. Durante a madrugada, bandidos dispararam contra uma viatura da PM, na localidade do Grotão, e o conteiner que serve como base da UPP da Merindiba. Ninguém ficou ferido na ação. PMs que estavam registrando ocorrência na 22ª DP (Penha) partiram em apoio. O policiamento foi reforçado pelo Batalhão de Choque (BPChoque) na região.A polícia suspeita que os ataques tenham sido uma represália a morte de Gledson. Com ele, segundo a PM, foi encontrada uma pistola calibre 45 com 21 munições intactas e numeração raspada. Um menor de 17 anos foi apreendido. Ele estava com uma réplica de fuzil com luneta, além de um radiotransmissor e um celular.No fim da noite de terça-feira, o soldado José Antônio de Oliveira Mesquita esteve na 22ª DP. Ele levou um tiro de pistola nas costas, após trocar tiros com Gledson. O soldado foi salvo pelo colete à prova de balas. Segundo o PM, ele e outros três policiais faziam um patrulhamento na localidade conhecida como Coqueiro. Ao abordar dois suspeitos acabou atingido por Novinho. Eles trocaram tiros e o acusado morreu após ser levado para Unidade Pronto Atendimento (UPA) da comunidade.Dois dias depois, uma casa usada por traficantes de drogas foi descoberta e invadida por policiais da UPP da Fazendinha, no Complexo do Alemão. Bandidos em fuga dispararam contra os PMs, mas ninguém se feriu. Na casa, os policiais encontraram três artefatos explosivos, feitos com cascos de extintores de incêndio de carros, dois revólveres, balança de precisão, munição e dois radiostransmissores. Os policiais levaram todo o material apreendido para a 22ª DP (Penha).PM foi morta em ataque Na noite do dia 22 de julho deste ano, a soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, foi morta a tiro em um ataque de bandidos a base e ao container da UPP Nova Brasília, também no Complexo do Alemão. Ela tinha acabado de lanchar e estava ao lado container quando os criminosos agiram . A PM morreu após levar um tiro de fuzil 762.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/2012-12-05/pm-baleado-no-alemao-passa-por-cirurgia-e-estado-de-saude-e-muito-grave.html

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

'PF não é polícia de governo, é de Estado',

Ele afirmou que não ‘instrumentaliza’ nem ‘perde controle’ da Polícia Federal.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta terça-feira (4) que a Polícia Federal “nos últimos 10 anos” deixou de ser uma “polícia de governo”, para se tornar uma força do “Estado”.Ele deu a declaração ao falar na Câmara dos Deputados sobre a Operação Porto Seguro, que investiga um esquema de fraudes em pareceres técnicos de órgãos públicos para beneficiar empresas privadas.“Nos últimos 10 anos, a Polícia Federal não é mais uma polícia de governo, é uma polícia de Estado, que atua no cumprimento das ordens e das leis, onde a interferência política ou posição política do ministro da Justiça jamais pode fazer curvar a instituição”, disse Cardozo.A Polícia Federal indiciou 18 pessoas na semana passada na Operação Porto Segura. Entre os suspeitos de participação no esquema estão a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, o ex-advogado-geral adjunto José Weber Holanda, o ex-diretor da Agência Nacional de Águas Paulo Vieira, e o ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil Rubens Vieira.O ministro afirmou que quando há operações que investigam membros de governos da oposição, ele é acusado de “instrumentalizar” a PF.Cardozo destacou que no caso da Operação Porto Seguro, por envolver diretores de órgãos públicos do atual governo e ex-funcionária de escritório da Presidência, o Ministério da Justiça foi acusado de “perder o controle da PF”.“As operações da PF não são fruto de instrumentalização nem de descontrole. São fruto de uma polícia que se afirma como republicana, cumpre a Constituição e a lei.”  Operação A operação Porto Seguro cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em São Paulo e 17 no Distrito Federal em 23 de novembro. Dezoito pessoas foram indiciadaspor suspeita de participação no esquema criminoso, entre elas Rosemary e José Weber Holanda, número dois na hierarquia da Advocacia-Geral da União (AGU).No sábado (24), a presidente Dilma Rousseff determinou a exoneração ou afastamento de todos os servidores envolvidos na operação Porto Seguro, da Polícia Federal.

Fonte: http://m.g1.globo.com/politica/noticia/2012/12/pf-nao-e-policia-de-governo-e-de-estado-diz-cardozo-sobre-operacao.html

Comentário: Eu queria uma operação dessas aqui no rio. Vem para o rio PF!