Paes chama manifestações contrárias à demolição de escola de demagogia

Paula Bianchi Direto do Rio de Janeiro

 Eduardo Paes (PMDB), prefeito do Rio de Janeiro, classificou como "demagogia" as manifestações contrárias à demolição a Escola Municipal Friedenreich. A fim de garantir o funcionamento do colégio em 2013 o Ministério Público do Estado distribuiu nesta terça-feira uma Ação Civil Pública contra o município pedindo a antecipação da tutela.Para Paes, que participou nesta quarta-feira pela manhã do segundo encontro preparatório para a Jornada Mundial da Juventude, que irá acontecer em julho no Rio, a questão esta cercada de "desinformação" e a transferência do local da escola é positiva. "Escola não é prédio. São seus professores, a sua história e qualidade do ensino. A escola sai dali para um prédio em melhores condições. Paremos com tanta demagogia", ordenou.O prefeito disse ainda que a intervenção é necessária para melhorar a capacidade do Estádio do Maracanã de receber visitantes. "Não vamos requalificar o estádio para a Copa do Mundo, que vai ter cinco, seis jogos, mas para o carioca, que frequenta muito o Maracanã."De acordo com a ação, o Estado e Município não devem adotar qualquer medida que impeça, inviabilize, limite ou não dê o direito à educação na escola. Caso descumpram esta decisão, ambos deverão pagar uma multa diária de R$ 5 mil. A ação também exige que sejam iniciadas as providências para assegurar um local adequado para as instalações da escola para o ano letivo de 2014.A principal base para a ação foi um inquérito aberto em 2009 pelo MPRJ, no qual os representantes do Município e do Estado informaram que os serviços previstos nos contratos de elaboração e execução das obras do Maracanã não fariam qualquer intervenção na escola municipal. Esta informação foi confirmada pela Secretaria de Obras do Estado no dia 28 de agosto deste ano.

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