Com o pior salário do mundo bombeiro do rio ganha Jogos Mundiais de Bombeiros. PARABÉNS!!!


Jogos Mundiais de Bombeiros: cabo nascido na Providência leva medalha de ouro em Sydney, Austrália

O cabo bombeiro Alexandre Fernandes exibe, no peito, as medalhas que ganhou em Sydney: ouro e prata
O cabo bombeiro Alexandre Fernandes exibe, no peito, as medalhas que ganhou em Sydney: ouro e prata Foto: Marcelo Theobald

Aos 15 anos, o ainda menino Alexandre resolveu que era hora de descer o Morro da Providência, onde nasceu e foi criado, para ganhar o mundo. Estava disposto a mudar sua vida e a de sua família. Determinado, não desistiu, e a recompensa veio 15 anos mais tarde. O hoje cabo Alexandre Fernandes é reconhecido mundialmente: é o melhor bombeiro do planeta. O cabo conquistou medalha de ouro nos Jogos Mundiais de Bombeiros, mês passado, em Sidney, Austrália.

Bombeiro há quatro anos, foi a primeira vez que Fernandes saiu do Rio. E a primeira parada foi do outro lado do mundo. Ele encarou prova de força, técnica e resistência para se consagrar o bombeiro mais completo do mundo, na categoria de 30 a 34 anos. Foi a estreia da corporação na disputa.
Alexandre Fernandes durante competição em Sydney
Alexandre Fernandes durante competição em Sydney Foto: Divulgação
— Eu vi que nasci para essas competições. A prova é sofrimento e dor, e vivi isso minha vida toda — assinala, orgulhoso da vitória.
Nascido e criado em comunidade, Alexandre quis fugir da vida que lhe apontavam: o crime. Com esforço, terminou o ensino médio num supletivo. Chegou a iniciar três cursos na faculdade, Letras, Educação Física e Matemática, mas não terminou nenhum. Aos 22 anos, resolveu ser gari da Comlurb. Mas não esqueceu do sonho de menino. Entre uma varredura e outra, estudava para ser bombeiro.
Alexandre Fernandes carregou, por 90 metros, duas mangueiras
Alexandre Fernandes carregou, por 90 metros, duas mangueiras Foto: Divulgação
— Comprei uns livros de Português e Matemática. Varria as ruas, me escondia atrás da caçamba de lixo e abria meus livros ali mesmo. No almoço, estudava também.
Foram dois anos nessa rotina. Na primeira vez que fez o concurso para os bombeiros, passou. Virou exemplo na Providência, onde mora com a família.
— É muito legal. Os meninos dizem que querem ser bombeiros também — conta, entusiasmado.
Alexandre (à esquerda) ao receber a medalha de ouro em Sydney


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