quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Polícia Militar abre concurso para Oficiais

 

FOTO: ARQUIVO
Não há limite de idade para PMs do Rio de Janeiro que quiserem concorrer

ESTADO
Foram abertas ontem as inscrições para o Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro para o ano de 2013. Ao todo, serão disponibilizadas 60 vagas para homens e mulheres. Os candidatos devem ter concluído o Ensino Médio, ter idade mínima de 18 anos e máxima de 30 anos completos até a data de início do curso, além de altura mínima de 1,65m para homens e 1,60m para mulheres. Não há limite de idade para policiais militares do Estado do Rio de Janeiro que desejarem se inscrever no curso.
O curso será ministrado na Academia de Polícia Militar D. João VI, em Sulacap, na Zona Oeste, e terá início em março do ano que vem. As aulas acontecerão de segunda a sexta-feira em regime de internato. O término está previsto para dezembro de 2015, quando o aluno oficial é declarado aspirante a oficial. Depois de cumprir estágio mínimo de oito meses, o aspirante ingressa no quadro de oficiais da Polícia Militar como 2º tenente PM.
A primeira fase do concurso consiste na prova escrita e prova de títulos. A segunda fase terá exames antropométrico (peso e altura), físico, psicológico, médico e social e toxicológico. A prova de títulos dará cinco pontos para quem for policial militar de qualquer corporação do Brasil e cinco pontos para quem possuir graduação completa em qualquer área. Os pontos são cumulativos. Logo, se o policial militar for graduado terá 10 pontos.
A remuneração bruta (sem descontos) inicial para cadete é de R$ 1.576,37, e para o cargo de 2º tenente PM é de R$ 4.296,25. Os valores referem-se ao pagamento de fevereiro de 2013.
As provas escritas serão realizadas pelo Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) e os exames complementares ficarão a cargo do Centro de Recrutamento e Seleção de Praças (CRSP), da Polícia Militar. As inscrições devem ser feitas até o dia 25 de novembro pelo site www.ibfc.org.br. A taxa é de R$ 78,00. A prova será realizada no dia 9 de dezembro de 2012 em locais a serem designados, na cidade do Rio de Janeiro.
Academia D. João VI
A Academia de Polícia Militar D. João VI foi fundada em 1920, pelo Decreto nº 14.508, de 1º de dezembro, por iniciativa do general de brigada José da Silva Pessoa, então Comandante-Geral da Corporação. A unidade de ensino forma oficiais da PMERJ e oficiais das Polícias Militares de outros estados e tem por objetivo promover cultura jurídica, policial militar e técnico-profissional aos futuros oficiais da corporação.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Para ler e refletir.

Eu e meus livros! Por Alessandro Lyra Braga


Quem me conhece sabe que eu adoro livros! É uma verdadeira tara, principalmente pelos livros mais antigos, aqueles com capa de couro e letras douradas, e com linguagem rebuscada e, muitas vezes, poética. Porém, por mais que eu leia, na ânsia de entender o mundo e as pessoas, não consigo aceitar que existe gente que não gosta de ler. Sem gostar de ler, como podem gostar de estudar, por exemplo? A resposta é simples: não gostam! E o pouco que nosso povo estuda é por obrigação e de má vontade.
O verdadeiro incentivo da leitura começa na infância, mas não pode terminar apenas aí. Eventos como as bienais do livro estão acontecendo e se multiplicando pelo país afora, atraindo cada vez mais público interessado nos lançamentos e atividades correlatas. Na verdade, as pessoas até leem no dia-a-dia jornais, revistas e, atualmente, artigos na internet. Mas estas são leituras complementares e, normalmente, referem-se a algum episódio frívolo do cotidiano, não sendo uma formação de sólido saber. Interessante é perceber que mesmo no ambiente acadêmico, os livros não são mais vistos pelos alunos como o principal instrumento de aquisição de conhecimento. Muitos universitários percorrem todo o curso valendo-se apenas das famigeradas xerox de capítulos de livros e, quando acaba o período letivo, estes mesmos alunos simplesmente jogam fora as xerox! Para piorar a situação, uma instituição, que se diz universitária e que possui ramificações em boa parte do país, está fornecendo “tablets” aos seus alunos quando estes se matriculam nos cursos. Conforme o curso avança, eles recebem os artigos ou textos que a instituição acredita que sejam adequados. Assim, entendo que estão formando “robocops”, e não pessoas com o verdadeiro “nível superior”. Por isso eu afirmo que mais de oitenta por cento dos formandos no país, na prática, ainda são analfabetos funcionais, pois são incapazes de escrever ao menos uma carta sem ter que procurar um modelo no Google.
Governos que não incentivam de fato a leitura e o estudo de qualidade, logicamente, tem mais facilidade de manipular o povo ao seu pleno interesse. É fato que para o sucesso e o triunfo em prol dos interesses que uma elite ou lideranças ditatórias tenham em dominar uma sociedade, elas sempre atuam sobre os livros, jornais e revistas, destruindo-os ou proibindo-os. Até as peças teatrais e os filmes sofrem tais restrições. Foi assim durante a Idade Média, quando os livros ficavam quase que inteiramente restritos às bibliotecas dos mosteiros e abadias, e na ascensão do Nazismo, quando milhares de livros foram queimados em praças públicas sob total e absoluta influência governamental, que inclusive se valia de práticas de manipulação de massas populares que hoje encontramos facilmente nos livros de comunicação.
É comum afirmar-se que aqui no Brasil o livro é caro. Porém, pouca gente, mesmo que reclamando do preço da cerveja e das entradas dos estádios de futebol, deixa de beber e de ir ao futebol, por exemplo. Eu costumo dizer que nunca vi pobre em sebo, mesmo tendo livros custando o equivalente a um terço do preço de uma latinha de cerveja. O que falta é a valorização do hábito da leitura. Também ler para quê? Tivemos um ex-presidente que se gabava de não ter cursado uma faculdade e não demonstrava nenhuma intimidade com os livros. Mas com a cerveja e outros aperitivos…
Voltando à questão dos “meus livros”, nem sei mais quantos eu tenho, nem quantos eu li ao longo de minha vida. Já li alguns sensacionais, que me fizeram até sonhar com eles, como os livros “Todos os nomes” e “Ensaio sobre a cegueira”, ambos de José Saramago. Várias foram as passagens e sensações memoráveis que alguns livros me proporcionaram. Lendo “Os fantasmas do chapeleiro”, de Georges Simenon, cheguei a sentir a sensação de coriza quando o autor descreve o forte resfriado que o principal personagem possui ao longo da história. Já chorei lendo “Quase memória”, de Carlos Heitor Cony e “Paula”, de Isabel Allende. Por conta de momentos como estes, é que eu considero meus livros como grandes amigos que tenho. Com eles, nunca estou só! Além disso, sou-lhes fiel. Não os empresto e converso com eles todos os dias. E o pior é sempre temos assunto!
Logo em minha infância, meus pais, avós, madrinha e uma tia me incentivaram muitíssimo a prática da leitura, mesmo antes de ter sido alfabetizado, e hoje faço o mesmo com minha sobrinha. Quando fui alfabetizado era comum ganhar livros quase que semanalmente. Assim, ganhei uma linda coleção de encadernação azul e com ilustrações sensacionais, que até hoje a possuo, narrando as fábulas encantadas. Na verdade, nunca me desfiz de nenhum livro e, por conta disso, minha casa hoje é uma verdadeira biblioteca. E não me refiro a apenas um cômodo, mas sim a casa toda!
Vasculhando sebos já encontrei raridades impressionantes. Já encontrei maravilhosos livros narrando expedições, científicas ou não, pelos rios e selvas da Amazônia e da África dignos das aventuras de Indiana Jones. Nestes livros também aprendi como vivia o povo russo antes da transformadora revolução de 1917 e como atuava a Resistência Francesa durante a ocupação de Paris pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Ao longo de minha vida, o que mais aprendi é que os verdadeiros tijolos de uma civilização consciente não são feitos de argila e sim de papel e letras.
*Alessandro Lyra Braga é carioca, por engano. De formação é historiador e publicitário, radialista por acidente e jornalista por necessidade de informação. Vive vários dilemas religiosos, filosóficos e sociológicos. Ama o questionamento.

A lei é igual para todos?


Jornal do Brasil - Eleições 2012 - Sergio Cabral sofre importantes derrotas no segundo turno do Rio de Janeiro

Jornal do Brasil - Eleições 2012 - Sergio Cabral sofre importantes derrotas no segundo turno do Rio de Janeiro


No que pese ter apoiado os candidatos Rodrigo Neves (PT) e Antonio Francisco Neto (PMDB), vitoriosos em Niterói e Volta Redonda, o governador Sérgio Cabral sofreu importantes derrotas em alguns dos sete municípios fluminenses onde ocorreram eleições neste segundo turno.
Em São Gonçalo, segundo maior colégio eleitoral do estado – só perde para a capital – e município que sofrerá forte influência econômica por conta da instalação do Polo Petroquímico em Itaboraí, cidade vizinha, a prefeitura foi conquistada por Neilton Mulim, do PR. 
Ele obteve 56,78% sobre o candidato do PDT Adolfo Konder. Mulin é mais do que um aliado, uma espécie de discípulo do ex-governador Anthony Garotinho que se empenhou pessoalmente nesta eleição.
Em Nova Iguaçu, o vitorioso Nelson Bornier - 55,36% sobre Sheila Gama (PDT), com 44,64% -, embora seja do PMDB, não reza pela mesma cartilha que o governador Cabral.
Outra derrota para Cabral foi em Petrópolis, em que retorna à prefeitura o socialista Rubem Bomtempo que travou ferrenha disputa com o peemedebista Bernardo Rossi. Bomtempo fechou com 56,05% contra 43,95% de Rossi. Lá também se empenharam Cabral e o presidente do PMDB, Jorge Picciani, a favor de Rossi. A disputa ali ainda pode não ter terminado, devido a processos pendentes de serem resolvidos na Justiça Eleitoral.Em Duque de Caxias, Cabral chegou a levar o vice-presidente Michel Temer para a campanha de seu candidato, o ex-prefeito Washington Reis (PMDB). O grande vitorioso foi o deputado federal e ex-secretário do governo Cabral, Alexandre Cardoso, do PSB. O socialista obteve 51,53%, numa eleição em que o jogo foi pesado, contra 48,47% do seu adversário. No caso, outro vitorioso foi o senador Lindbergh Farias que apoiou abertamente Cardoso.
Em Volta Redonda, onde Neto com 55,15%  superou os 44,85% obtidos por Jorge Oliveira, Zoinho, Cabral pode  gabar-se por ter derrotado um candidato do seu arqui-inimigo Anthony Garotinho, que se empenhou bastante no pleito daquele município do sul-fluminense.
A Vitória de Niterói - Neves com 52,55% contra 47,45% de Felipe Peixoto -, na verdade, tem muito mais de derrota do PDT do atual prefeito Jorge Roberto da Silveira, cuja popularidade foi a zero, após praticamente abandonar a cidade. O PMDB se dividiu. Enquanto Picciani apoiou Sérgio Zveiter, do PSD, Cabral ficou com Neves, seu ex-secretário de Assistência Social, deixando de lado Peixoto, outro ex-secretário estadual.
Sua expectativa é contar com o apoio de Neves para a candidatura de Luiz Fernando Pezão, seu atual vice, na sua sucessão. Cabral tenta conquistar petistas que se oponham à candidatura própria do partido, no caso, o senador Lindbergh Farias.
Apesar do péssimo final de gestão do governo de Jorge Roberto, Felipe Peixoto, candidatolançado pelo PDT à revelia do atual prefeito que defendia o deputado estadual Comte Bittencourt, conseguiu chegar ao segundo turno e ainda obteve 47% dos votos.
Por fim, em Belford Roxo, o comunista Dennis Dauttmam (PC do B) conquistou 61,46% dos votos contra o deputado estadual Waguinho, que se limitou a conquistar nas urnas 38,54% de todos os votos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Justiça Militar de Curitiba condena 8 controladores de voo por motim de 2007

Os militares, no entanto, ainda podem recorrer ao Superior Tribunal Militar (STM) e durante este período permanecem, em liberdade, trabalhando

23/10/2012, 20:20AGÊNCIA ESTADO

A Justiça Militar de Curitiba condenou na segunda-feira (22) oito controladores de voo a quatro anos de reclusão, por terem participado da paralisação do controle de tráfego aéreo, em 2007. A pena prevê ainda a exclusão dos militares das Forças Armadas. Os militares, no entanto, ainda podem recorrer ao Superior Tribunal Militar (STM) e durante este período permanecem, em liberdade, trabalhando.É a segunda condenação a controladores de voo, pelo motim do apagão aéreo, em 2007. Os primeiros condenados foram sete controladores de Manaus. Só que eles acabaram não cumprindo as penas porque estavam prescritas. No caso dos mais de 50 controladores de tráfego aéreo de Brasília, que participaram do motim no Cindacta 1, o processo deles está em andamento e ainda irá demorar para ser julgado.A punição de prisão e exclusão das Forças Armadas aplicada aos oito controladores de Curitiba está prevista no Código Penal Militar (CPM). Os cinco suboficiais e os três sargentos da Aeronáutica condenados no julgamento pela auditoria militar de Curitiba ocupavam as funções de supervisores dos demais controladores de voo. Eles foram denunciados pelo Ministério Público Militar por terem se negado a cumprir as ordens do comandante do Cindacta II, de dar prosseguimento aos trabalhos de controlar o tráfego aéreo na região. Eles desobedeceram o comandante e paralisaram o serviço em Curitiba.

Reflexão: A manifestaçao, punida com o título de motim, tinha como uma das finalidades mostrar para a sociedade a insegurança do sistema e como estávamos expostos ao risco, com controladores sobrecarregados e desestimulados.
Vamos orar para que tenham mais sorte no STM.

Biografia - testando post via celular

MARCIO GARCIA- 22.193 >Biografia > Marcio Garcia, 34 anos, filho de > um oficial QOA da marinha, e uma ex servidora pública estadual, casado, > pai do João Vitor de 4 anos. Nasceu no município do Rio de janeiro em >1978, cresceu no bairro de Irajá, de onde saiu após seu casamento aos 29 > anos. >Estudou em escola particular no ensino >fundamental e em escola pública durante o ensino médio. Graduou-se >bacharel em direito pela Universidade Estacio de Sá. >Com 17 anos ingressou na Escola de > Formação e Aperfeiçoamento de Oficiais do Corpo de Bombeiros, >atualmente a escola passou a ser denominada Academia de Bombeiros >D.Pedro II, foi declarado aspirante em 1998 e transferido para o quartel > de bombeiros do seu bairro, Irajá, onde ficou apenas 2 anos, chegando > a assumir o Comando do Quartel de Bombeiros de Parada de Lucas, sendo >transferido para o quartel de guadalupe, onde permaneceu por 9 anos. >Participou do levante dos coroneis >barbonos da polícia militar do Estado do Rio de Janeiro na primeira >gestão do atual governador, assinando a histórica carta aberta dos >oficiais do Corpo de Bombeiro ao Governador do Estado do Rio de Janeiro. >Depois disso foi transferido para >Araruama, exercendo nesta Unidade a função de subcomandante, >posteriormente assumiu o comando do quartel de saquarema, já como Major >do Bombeiro. >Já em 2009 foi convidado pelo >Prefeito de Rio Bonito para assumir o cargo de coordenador da Defesa >Civil do Município de Rio Bonito, após 1 ano de trabalho passou a >acumular o cargo de Coordenador do SAMU do município. Após a prisão dos >bombeiros que ocuparam o quartel central dos bombeiros em 2011, onde o Marcio Garcia era o militar mais antigo, seu nome ganhou destaque e culminou com o seu retorno involuntário ao CBMERJ. > >Já em 2012 foi acusado e considerado >culpado num conselho de justificação por sua participação em >mobilizações na defesa dos direitos dos bombeiros e posicionamento >contra a corrupção.